sexta-feira, 11 de maio de 2018

[Crônica] Uma Lição Inesquecível

    Na semana passada vivi mais uma experiência incrível como corredor de rua. Já postei aqui no blog algumas delas, mas essa foi verdadeiramente especial. Conforme contei aqui há algum tempo, frequento uma academia que, semestralmente, organiza uma corrida indoor. O regulamento desse evento é bem simples: os participantes têm 20 minutos para conseguir correr a maior distância que conseguirem.

    Em abril do ano passado ocorreu a primeira edição de 2017, na qual tive o prazer de ficar com o primeiro lugar geral. Na época fiquei muito feliz com essa conquista e passei a acreditar que não precisaria fazer muito esforço para conseguir sempre ficar no pódio dessa prova, já que no ano anterior eu havia conseguido ficar em segundo lugar. Contudo, esse foi um erro que só fui descobrir seis meses depois.

    Acreditando que poderia fazer apenas treinos "meia-boca" para participar da prova, em outubro de 2017 me inscrevi para a segunda edição. Alguns dias antes dela, brincava com os professores afirmando que o pódio já estava garantido e que eu iria brigar pelo bicampeonato. Também ficava contando para todo mundo que o atual campeão era eu. Essa soberba acabou me fazendo "cair do cavalo".

    Tentando repetir a estratégia vencedora de abril, me inscrevi para a primeira bateria do dia, que ocorreria às 7:30 da manhã. Só que eu não contava com um pequeno detalhe que me atrapalhou: a professora que estava organizando aquela bateria pediu que todos os corredores corressem com uma leve inclinação na esteira. Eu estava contando que correria sem inclinação nenhuma e isso fez com que minha estratégia de corrida se tornasse mais difícil. Com a respiração descontrolada e os pensamentos chacoalhados a ponto de não me permitirem organizar uma estratégia, acabei fracassando e conseguindo fazer apenas 4,42 km, cerca de 100 metros a menos do que havia obtido na edição anterior.

    Apesar disso, ainda acreditava que conseguiria uma posição no pódio. À noite fui assistir a última bateria para ver como eu ficaria posicionado. Ao chegar o professor encarregado de organizá-la me deu uma má notícia: vários participantes haviam conseguido superar a marca de 4,80 km nas baterias anteriores. Para completar, assisti aquela última bateria e, ao término dela, um dos participantes havia completado 5 km nos 20 minutos. No final das contas, acabei ficando em sexto lugar e com a certeza que eu não era o "rei" da corrida da academia, coisa que eu acreditava ser antes dessa derrota.

   Nos dias seguintes fiquei dividido entre a razão e a emoção. A razão me dizia para não participar mais desse evento, pois com esses novos competidores eu não teria mais chance. Já o coração me falava para participar mesmo assim, pois eu sentia prazer de estar ali, mesmo num patamar inferior.
Foi aí que tomei uma decisão importante: iria criar, por conta própria, um treino altamente intenso que me permitisse, seis meses depois, ficar mais próximo das distâncias obtidas por daquelas feras.

    Exatamente uma semana depois daquela perda, comecei a realizar esses treinos, uma vez por semana. Gravava os resultados, um por um, num aplicativo de corrida instalado no meu celular e comemorava cada metro que iria evoluindo. Um dos professores da noite, aquele responsável pela última bateria, se tornou meu amigo e me incentivava em alguns desses treinos. Em dois meses, eu já havia conseguido chegar a 4,62 km, isto é, 200 metros a mais do que eu havia feito na corrida. Apesar de ser um grande feito, ainda estava longe de alcançar aquela galera que havia ficado nos 5 primeiros lugares da corrida, pois 4 deles ficaram acima de 4,80 km e o campeão feito em 5 km.

    Continuei treinando intensamente até o mês de abril de 2018, quando uma nova edição da corrida foi marcada. Me inscrevi logo no primeiro dia, mas não tinha conseguido superar, nos treinos, aquela marca de 4,62 km. Tinha consciência total que seria muito difícil subir ao pódio novamente.
Dessa vez havia me inscrito na última bateria, que seria à noite, e aquele meu amigo professor seria o responsável por ela.

    No dia da prova, pela manhã, eu havia passado em frente a academia e observei que a primeira bateria estava rolando com cerca de quatro participantes e o campeão da edição anterior estava lá. Ao lado dele, havia um outro corredor muito bom. Fui para o trabalho convicto que eles haviam ido muito bem.

    Ao chegar para fazer minha bateria noturna, consegui ver no papel do professor que o campeão da última edição havia conseguido fazer um pouco mais de 4,90 km e o outro corredor que eu citei havia feito 4,74 km. Aquilo foi uma ducha de água fria. Para completar, na minha bateria iriam participar um maratonista e um garoto de 17 anos que, respectivamente, haviam ficado em terceiro e segundo lugar na edição anterior, superando a marca dos 4,80 km. Além disso, havia mais um rapaz de 17 anos que parecia correr bem e o quinto participante era o Tiago, um amigo que malhava comigo e que eu insisti para participar, mas que não tinha chance nenhuma contra essas feras. Vocês acham que essa dificuldade toda já era suficiente? Para completar eu estava sentindo dor de garganta. A tal da lei de Murphy se fez presente, pois passei seis meses treinando sem pegar nenhum resfriado e ele veio justamente na semana da corrida.

    Nos posicionamos nas cinco esteiras. No meu lado direito ficou um dos garotos de 17 anos e no meu lado esquerdo o meu amigo. Nas pontas ficaram os dois favoritos. Ao começar a prova, tive a primeira surpresa boa: coloquei 15 km/h de velocidade e vi que estava aguentando bem. Só que o corredor do meu lado direito estava correndo a 15,5 km/h. Eu lutei intensamente para conseguir me manter na minha velocidade de 15 km/h por mais tempo possível com a esperança dele ter que reduzir em algum momento. Consegui ficar inexplicáveis 8 minutos nessa velocidade e, para respirar, reduzi para 12,6 km/h. Foi aí que tive sorte. Nesse mesmo minuto, aquele participante reduziu para 12 km/h fazendo com que nossas distâncias começassem a se tornar equivalentes. Depois de 4 minutos nessa velocidade consegui correr mais outros 4 a 15 km/h, reduzindo para 12 km/h nos próximos 2. Ao chegar a 18 minutos de prova, vi que estava praticamente empatado com ele e foi então que fui para o tudo ou nada. Coloquei 15 km/h no penúltimo minuto e, faltando apenas 30 segundos, coloquei 16 km/h. Naquele instante, não conseguia mais olhar para os lados e, para minha surpresa, vi que conseguiria superar tranquilamente aquela minha marca de 4,62 km. Ao final, tive a imensa alegria de ter alcançado 4,72 km. Ao olhar para o lado direito vi que meu concorrente havia feito apenas 4,68 km. Eu tinha conseguido vencê-lo. O maratonista de uma das pontas conseguiu chegar a 5 km cravados se tornando o campeão da corrida. O outro favorito, aquele de 17 anos, só conseguiu fazer 4,68 km. Meu amigo ficou para trás e, no final, me disse que estava torcendo por mim. O mesmo dito a mim pelo professor depois da prova.

    Ali eu já tinha conseguido duas coisas que me deixavam extremamente orgulhoso comigo mesmo. Consegui uma marca espetacular de 4,72 km e tinha vencido duas feras. Após tirar algumas fotos com os outros participantes, fui para casa muito feliz e, mesmo tendo ficado em quarto lugar, tive uma sensação de vitória. Além disso, tive uma coisa que nenhum outro participante teve: dois amigos torcendo por mim. A amizade verdadeira é algo maior que qualquer troféu ou medalha.



    Nos dias que se sucederam continuei feliz com meu desempenho, mas não fui à academia pois a dor de garganta se agravou e a gripe se tornou extremamente forte. Ao melhorar, exatamente uma semana depois da prova, voltei a academia para apenas malhar. Me lembro como se fosse hoje que saí de casa com a certeza que tinha ficado em quarto lugar. Eu sabia que, ao chegar, iria ver o quadro com o resultado do pódio da corrida sem meu nome nele.

    Ao entrar na academia, tomei um imenso susto. A gerente estava no balcão e, logo que me viu, começou a falar que queria tirar uma foto comigo e que eu havia sido um dos campeões. Em seguida, numa fração de segundos, vi meu nome no quadro como terceiro lugar. O corredor que havia ficado  em terceiro havia sido eliminado por descumprir uma das regras e eu fui para o pódio. Fiquei sem reação. Completamente eufórico disse a ela que iria rapidamente para casa (moro perto da academia) a fim de buscar minha camisa da corrida e meu celular para tirar fotos.

    Ao voltar, tirei foto com o certificado da premiação, mas minha ficha ainda não tinha caído. De forma emocionada, agradeci aos dois amigos que estavam comigo na prova, o professor Sócrates e o amigo Tiago. Voltei para casa ainda embasbacado com tudo que havia acontecido. Foi difícil dormir naquela noite depois de receber aquela notícia tão boa.

    Posso garantir que esse foi o pódio mais especial da minha carreira de corredor até agora. Com ele aprendi grandes lições:
1) Nunca subestimar os adversários. Humildade é tudo!
2)  Se queremos evoluir, temos que nos dedicar intensamente para isso.
3) No grande dia da corrida, faça a sua parte da melhor forma que puder e se esqueça dos outros.
4) O segredo de tudo é: treinos, perseverança e apoio de amigos.
5) Tenha certeza que, se você for merecedor, o Universo irá conspirar a seu favor.


 
 

domingo, 15 de abril de 2018

[Resenha] E Se o Destino Soprar

    Em muitas vezes na nossa vida podemos encontrar pessoas com tantas histórias para nos contar que, instintivamente, poderíamos nos imaginar lendo um livro sobre a vida delas. Esse é o caso da obra E Se O Destino Soprar, da escritora Claudia Hackbart.
    Baseado totalmente em fatos de sua própria vida, Claudia nos traz uma autobiografia em forma de romance, partindo desde sua infância na cidade gaúcha de Pelotas passando pela sua fase madura em Porto Alegre. Somando-se a isso, podemos entender perfeitamente a escolha do título do livro, pois muitos fatos ocorridos na vida de Cláudia foram obras do destino. 
    Apesar de tratar, de forma paralela, vários assuntos interessantes como dados históricos de alguns locais, inseminação artificial, câncer, o romance é basicamente uma história de amor entre Leonardo e Lovinha, carinhoso apelido dado a Claudia pelo seu pai. 
    Considerado por Claudia como o grande amor de sua vida, Leonardo foi denominado por Cláudia também através de um apelido: Encantado. Ambos viveram um intenso amor repleto de idas e vindas.
    No início de cada capítulo, a autora cita frases de escritores ou personalidades famosas. Essas frases se encaixam perfeitamente no contexto descrito naquele capítulo, nos fazendo refletir várias vezes sobre algumas situações ocorridas.
    É um livro indicado para aqueles que acreditam que a vida foi feita para ser vivida e que nunca devemos nos esquecer das coisas significativas que nos ocorreram. A autora tem uma escrita fluida que nos faz ter vontade de conhecer outras obras suas. 

Link para compra do livro: AQUI


domingo, 25 de março de 2018

[Resenha] Meu Homem Ideal

    Chegou a hora de deixar com vocês mais uma resenha. Dessa vez será do livro Meu Homem Ideal, da autora Bernadete Estanini. Essa obra é a segunda da série Amores Possíveis, Casais Ideais, cuja primeira parte se refere ao livro Meu Par Ideal e que já possui uma resenha feita aqui.

    Nesse segundo livro, Bernadete narra o romance entre Beatriz, uma secretária executiva e Rodrigo, um médico reumatologista. Seguindo a mesma cartilha de clichês românticos de seu primeiro livro, dessa vez encontramos um enredo mais que nos envolve desde o encontro inicial dos protagonistas.

    Bia, apelido que a autora deu a Beatriz, é uma secretária que alia sensualidade a uma personalidade extremamente forte, provavelmente surgida devido a dificuldades que a moça teve no início de sua vida, principalmente com relação a perda de seus pais. Essa dificuldades se aliam a sintomas de uma doença ainda pouco conhecida, a fibromalgia. E é justamente essa doença que a faz procurar um reumatologista. Por uma obra do acaso, o que era para ser uma simples consulta médica, transformou para sempre a vida do casal devido a um típico caso de amor à primeira vista.

    Ao lermos o início dessa história, temos a noção que iremos encontrar um romance "romântico" totalmente básico, com o casal se apaixonando, ex-namorados atrapalhando, crises de ciúmes entre os dois e, finalmente, o final feliz. Só que Bernadete nos surpreende colocando uma "pimenta" nesse "prato". Essa pimenta, na verdade, é o filho do dono da empresa onde Beatriz trabalha. Seu nome é Arthur e seu charme, descrito como irresistível pela autora, nos faz até termos dúvida de como acabará tudo e para quem torcer. Só que esse spoiler não contarei, vocês terão que ler.

    Encontrei aqui algumas características em comum com primeiro livro dela como, por exemplo, o fato da história também se passar em São Paulo, as baladas típicas da cidade e a forma minimalista dos protagonistas se chamarem (Rô e Bia). Além disso, quem leu Meu Par Ideal vai encontrar aqui alguns crossovers com o protagonistas desse primeiro livro. Eu, particularmente, adorei essa ligação entre as histórias.

   Agora é aguardar ansiosamente pela continuação dessa série para descobrir qual o próximo amor ideal que Bernadete tem para nos contar.

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

[Resenha] Sonhos Prováveis, Amores Impossíveis

    Minha primeira resenha desse ano será do livro Sonhos Prováveis, Amores Impossíveis da autora Edna Nunes. Essa é a segunda obra dela que tenho o prazer de ler. A primeira chama-se Minha Mente Me Atormenta. Para quem acompanha meu blog, deve lembrar que também fiz uma resenha desse outro livro. 

    Nesse novo trabalho, Edna volta a nos mostrar seu talento para descrever relações humanas, dessa vez através de histórias curtas, porém cativantes. Ao todo, são nove contos e tentarei falar de cada um individualmente.

    1) Um Estranho Em Minha Vida:
  Essa é o que posso chamar de uma história de amor inusitada. Raquel, uma enfermeira,se apaixona por um homem que passava diariamente em frente a sua casa. Sua roupa refinada e sua postura segura a encantaram completamente. Até que, num belo dia, ele desaparece ao mesmo tempo que um sedutor paciente é internado na UTI do hospital onde ela trabalha. Essa coincidência provoca uma reviravolta na vida de Raquel, que se apaixona por esse enfermo. Essa grande paixão será responsável por uma enorme surpresa que marcará sua vida. Curiosamente, o final dessa história é previsível, mas a forma como ela é contada nos deixa torcendo para que essa previsibilidade se concretize.

2) Apenas Uma Noite:
Aqui a autora investe com sucesso na literatura erótica ao narrar a história de uma jovem estagiária de 18 anos que se sente atraída por seu chefe. Seus desejos sensuais por ele são intensos e acabam sendo correspondidos. Mas estaria ela preparada para um relacionamento dessa magnitude com um homem mais velho? Isso eu não vou contar.

3) O Homem Dos Meus Sonhos:
Da mesma forma que no conto anterior, Edna explora o seu lado "hot" com um conto que nos deixa em dúvida sobre o que se passa ali. A personagem principal sonha constantemente com um homem que realiza seus sonhos eróticos, mas acorda sempre com marcas físicas. Seria isso real ou apenas uma artimanha da autora para nos deixar em dúvida? Outra semelhança com o conto anterior é o fato dos personagens também serem anônimos.

4) Em Teus Olhos:
Sendo mais um conto de personagens anônimos, dessa vez Edna nos surpreende com uma narração em primeira pessoa feita pelos dois integrantes de um casal. Um homem e uma mulher nitidamente apaixonados, porém mutuamente incompreendidos pelo seu parceiro.

5) O Lado Perverso do Amor:
Aqui a personagem, novamente anônima, se mostra uma mulher desiludida com um amor no qual não foi correspondida, mesmo se entregando de corpo e alma. Essa desilusão é narrada através de uma bela metáfora onde sua relação amorosa é comparada ao mar.

6) Tão Somente Sua:
Dessa vez fomos apresentados a uma história verídica, segundo relato da própria autora. Acho que ela fez questão de ressaltar isso pois, caso contrário, não acreditaríamos que pudessem existir pessoas como a protagonista desse conto. A história narra uma fase da vida de Cris, uma adolescente conflituosa que se apaixona perdidamente por um rapaz um ano mais velho que ela. Seu nome era Diego e seu comportamento totalmente imaturo e irresponsável provoca reviravoltas amorosas na vida da protagonista. Mas Edna nos mostra o quão grandioso o ser humano pode se tornar quando aprende com o sofrimento e a dor. Uma bela história de amor, perdão e compaixão.

7) Eu Só Queria Avisar:
Sem dúvida alguma, um dos contos mais impactantes de todo o livro. Todas as noites uma mulher recebe à sua porta um senhor idoso que bate e lhe dá apenas um único aviso: "Ele precisa de você!". A partir daí, ficamos nos perguntando: Quem seria "ele"? Por que aquele senhor, após dar a mensagem, sumia sem dar pistas? Uma história de suspense entrelaçada com elevadas doses de emoção.

8) Adeus a Rafael:
Quando eu achava que já tinha tido impacto suficiente no conto anterior, Edna me fez desmoronar de vez nesse aqui. Navegando pelas águas do Espiritismo, ela nos traz uma história dividida em duas. A primeira é de Lívia, uma jovem sonhadora que sente, inexplicavelmente, a proximidade de uma forte história de amor. Na segunda parte o protagonista se chama Rafael, mas Lívia também está presente. Aqui temos esse já comentado passeio da autora pela doutrina espírita, dessa vez de forma contundente. Como sou kardecista e também estudioso desse assunto, posso dizer que Edna foi bastante clara na narração dos fatos em cima desse tema.

9) Apenas Uma Noite...E Nada Mais
Chegamos ao grand finale. Edna nos traz a história de um casal que se reencontra depois um longo tempo de afastamento. Um encontro movido por uma tensão sexual extrema, como um verdadeiro vulcão que volta a entrar em erupção após vários anos adormecido. Nesse conto a autora mostra estar preparadíssima para escrever um livro do gênero popularmente conhecido como "hot" ou "erótico".

Vocês podem encontrar esse livro na Amazon. Basta clicar AQUI.




sábado, 2 de dezembro de 2017

[Crônica] Minha Segunda Obra

    Há um tempo atrás postei uma crônica aqui no blog falando sobre um projeto literário no qual tive a honra de ter sido convidado. Era o projeto Quatro Literários, que reunia mais três escritoras além de mim: Edna Nunes, Bernadete Estanini e Renata Correa. Esse grupo foi criado com vários objetivos, mas o foco principal (que não foi contado naquela crônica) era a criação de um ebook escrito pelos quatro escritores. Pois ele nasceu e se chama Sob os Fogos de Copacabana.
    Mas o que falar sobre esse livro? Quando a Bernadete me convidou para esse trabalho, não imaginei o quão difícil seria. Apesar de já ter um livro publicado, seria minha primeira obra de ficção. Além disso, seriam quatro histórias sobre romances, um gênero totalmente novo para mim. E, para completar, as histórias se entrelaçariam, mesmo sendo escritas por autores diferentes. Um grande desafio que resolvi aceitar.
    Passei horas sentado no meu notebook para criar a história de Toni e Julinha. Por várias vezes entrei pela madrugada mergulhado nos sentimentos daquele pai e sua busca pela felicidade. Os enredos das outras histórias, diferentes do meu, também são tocantes e, tenho certeza absoluta, emocionarão os leitores. Hoje me sinto realizado e orgulhoso por ter participado desse belo trabalho.
    Esse livro está à venda somente na Amazon e pelo inacreditável preço de R$ 5,99. Imperdível, né?


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Book Trailer do livro: AQUI
Book Trailer da minha história: AQUI
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sábado, 28 de outubro de 2017

[Nova Parceira] Dayanne Fernandes

    A nova parceira do meu blog é a brasiliense Dayanne Fernandes. Com 26 anos, ela é psicóloga e escritora. Apaixonada por romance, ficção científica e teorias da conspiração, começou a escrever aos treze anos criando histórias em quadrinhos. No final de 2015 deu início a sua carreira literária profissional  lançando, na plataforma Wattpad, o romance A Fortaleza: Mundo Sombrio. Em pouco mais de seis meses, a obra teve um imenso sucesso alcançando mais de oito mil leituras.
    Dayanne também é autora de contos e já participou de diversas antologias de gêneros como terror, sci-fi e suspense. Tive o imenso prazer de receber de ser presenteado por ela com uma versão impressa do seu livro A Fortaleza: Mundo Sombrio e nossa parceria consiste que eu faça uma resenha dessa história aqui no blog. Desejo muito sucesso a essa jovem e talentosa escritora.


domingo, 15 de outubro de 2017

[Crônica] Quatro Literários

   Como já falei diversas vezes por aqui, faço parcerias com outros escritores. Uma dessas parcerias foi com a escritora paulista Bernadete Estanini no primeiro semestre desse ano. Li e resenhei seu livro Meu Par Ideal e ela fez a mesma coisa com minha obra A Melhor Corrida do Mundo.
    Logo em seguida nos tornamos amigos e ela me convidou para um projeto ousado: a realização de um livro em parceria comigo e mais dois outros escritores. E a temática do livro seria o gênero "romance romântico". Como adoro desafios, topei na hora mesmo sem nunca ter escrito nada parecido. Após o meu aceite, Bernadete convidou uma escritora que eu já conhecia. Era a Renata Corrêa, famosa por ser autora de várias obras nesse gênero. Renata também topou e Bernadete me perguntou se eu conhecia mais alguém para completar o quarteto. Me lembrei de uma outra escritora que havia feito parceria comigo e que, por coincidência, era amiga da Renata. O nome dela é Edna Nunes, que também acabou aceitando participar da nossa empreitada.
    Com o grupo formado partimos para a criação do projeto em si. Bolamos uma escaleta de um livro onde teríamos histórias diferentes com pontos em comum e um final apoteótico para todas. Não vou dar mais detalhes sobre isso porque seria um spoiler. O que posso adiantar é que será uma belíssima e imperdível obra e que estamos recebendo críticas altamente positivas de quem já fez uma leitura prévia dos nossos textos. Em breve divulgaremos todos os detalhes sobre esse primeiro projeto do grupo.
    Além desse trabalho, o objetivo dos Quatro Literários é incentivar a leitura dos brasileiros através de textos motivadores e também de divulgar as obras individuais de cada um dos participantes. Bernadete, por exemplo, já possui um livro lançado e já está divulgando o lançamento do seu próximo para meados de outubro. Edna já possui duas obras lançadas e está em vias de lançar a terceira. Renata, por sua vez, já lançou quatro livros. E eu já comecei a trabalhar no meu primeiro livro totalmente solo que espero conseguir lançar no ano que vem.
     Espero que todos gostem dos nossos trabalhos e que curtam bastante o nosso grupo.

    Você já curtiu a fan page dos Quatro Literários ? Clique AQUI

    Que ver a divulgação do grupo no meu canal do Youtube ? Clique AQUI



   

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

[Nova Parceira] Claudia Hackbart

    A escritora gaúcha Claudia Hackbart é professora, pedagoga e psicopedagoga. No campo pessoal, faz questão de dizer que é uma mãe amorosa e dedicada, além de uma esposa apaixonada. É autora dos livros E Se O Destino Soprar, A Liga Escolar e Quando O Destino Sorri Para Você. Sua parceria comigo consiste na resenha que farei do seu livro E Se O Destino Soprar, enviado gentilmente para mim. Agradeço por ela ser mais uma autora a prestigiar meu trabalho de resenhista.



 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

[Crônica] Bienal do Rio 2017

    Me tornei oficialmente escritor em novembro do ano passado, quando publiquei meu primeiro livro. Naquela época eu não era um leitor aficcionado e, esporadicamente, lia alguma obra que eu achava que poderia ter uma história interessante e que me chamasse a atenção. Mas foi depois do meu livro que comecei a me tornar um leitor voraz, principalmente graças a várias parcerias que realizei com outros autores iniciantes. Além disso, resolvi criar esse blog e alguns outros autores nacionais resolveram me "presentear" com suas obras para que eu as resenhasse.
    Graças a isso tudo resolvi ir, pela primeira vez, num evento que eu já tinha ouvido falar por diversas vezes: a Bienal do Rio. Esse evento ocorre de dois em dois anos, como o próprio nome diz, e devido a essa grande mudança na minha vida, me senti quase que "na obrigação" de ir até lá.
    Ao chegar precisei de pouquíssimos minutos para perceber que essa obrigação se tornaria um grande prazer. Minha primeira alegria foi receber uma credencial como autor, o que me liberou de pagar o ingresso. Nunca na minha vida eu tinha recebido uma credencial vip para entrar em algum evento. Quando peguei aquele crachá e entrei na Bienal, minha ficha começou a cair: eu sou um escritor e estou no meio de milhões de leitores e de livros. Ali era meu novo mundo.
    Logo que entrei fui procurando o estande onde estava minha amiga e escritora Renata Correa. Ela estava ali para divulgar e autografar seu livro "As Coisas Não São Bem Assim" e ficaria até às 16:00. Como cheguei às 15:40 tinha que correr para encontrá-la. E nosso encontro foi muito legal, com direito a fotos e uma entrevista que ela concedeu para o meu canal no Youtube.
    Após meu encontro com a Renata, fui com mais calma conhecer tudo. Antes de chegar ao Riocentro, local onde estava sendo realizada a Bienal, eu imaginava encontrar apenas uma grande feira de livros. Mas não foi isso que aconteceu. Encontrei um mega-evento onde as grandes editoras e livrarias, com o intuito de atrair os leitores, colocavam diversas atrações. Pude tirar foto no trono do Game of Thrones, num cenário de um dos livros de Agatha Christie e até ao lado do super-herói Deadpool. Aliás, personagens de livros eram figuras onipresentes por lá.
    Com relação aos livros, recomendo a compra apenas dos livros onde os autores estão lá para dar autógrafos porque, com certeza, encontramos preços menores na Internet ou em alguma Black Friday. Mas era possível encontrar alguns poucos estandes com livros em preços promocionais.
    O evento também contava com uma grande praça de alimentação composta por diversos food trucks e um área de convivência num belo gramado entre os pavilhões onde várias pessoas aproveitavam para lanchar e relaxar.
     Com certeza daqui a 2 anos pretendo voltar e, se tudo der certo, dessa vez autografando algum livro meu.

Quer assistir ao vídeo que fiz sobre a Bienal no meu canal no Youtube ? Clique AQUI



sábado, 2 de setembro de 2017

[Resenha] Minha Mente Me Atormenta

    Os que acompanham esse blog há algum tempo já sabem que costumo publicar algumas resenhas, principalmente de autores nacionais e, de preferência, iniciantes. Posso não ser um popstar da literatura, mas esse humilde espaço é uma oportunidade que ofereço  para esses escritores divulgarem seus trabalhos. E a minha mais nova resenha é a do livro Minha Mente Me Atormenta da escritora Edna Nunes.
     Para começar, posso garantir a vocês que essa foi, sem sombra de dúvida, uma das resenhas mais desafiadoras que já fiz. Esse é o que posso chamar de um livro maravilhoso. Um verdadeiro ponto fora da curva.  Quando você terminar de ler o prólogo do mesmo, achará que essa será mais uma história de romance, dessa vez entre uma jovem de 21 anos e um advogado 15 anos mais velho que ela. A jovem se chama Mirian Ramos. Um nome tão marcante como sua própria personalidade forte, que poderemos observar ao longo da obra. Mirian é uma estudante de letras e, fisicamente, é descrita como uma mulher bonita sem ser exuberante. Já o advogado, que também é professor de Direito, se chama Roberto Pereira. É um homem charmoso, sedutor, inteligente e considerado uma sumidade da sua área.
    Conforme eu disse, o prólogo nos apresenta esses dois personagens e o início do romance entre ambos. Também somos apresentados a John, considerado o melhor amigo de Mirian. Mas é logo no primeiro capítulo que a autora nos reserva a primeira surpresa onde ela faz um salto no tempo nos posicionando para o presente. E nesse presente, Mirian está internada numa clínica psiquiátrica sem saber como foi parar ali e tampouco onde estão Roberto, seu grande amor e John, seu melhor amigo. E as surpresas não param por aí. No decorrer do livro a autora usa, inteligentemente, o recurso de contar a história em duas linhas temporais através de sucessivos flashbacks que se alternam com esse "momento presente" iniciado no primeiro capítulo. A partir daí, mergulhamos numa história que mistura romance, suspense e drama.
    Infelizmente não posso contar como essa história acaba, pois seria um tremendo de um spoiler. Mas posso garantir que esse livro tem um verdadeiro gran finale. Uma pista que posso deixar é que essa obra é uma espécie de jogo de xadrez entre o leitor e a autora Edna Nunes. E a possibilidade de você levar um xeque-mate no final é muito grande. Eu, por exemplo, perdi esse jogo para ela.


sábado, 29 de julho de 2017

[Resenha] Meu Par Ideal

Há algumas semanas atrás recebi da escritora Bernadete Estanini um exemplar do seu livro Meu Par Ideal. Era mais um “romance romântico” que chegava em minhas mãos para que eu fizesse uma resenha. E isso me deixa muito honrado pela confiança que os autores nacionais estão depositando em mim. Bernadete, por sinal, se mostrou uma pessoa extremamente simpática comigo e espero ter a oportunidade de ler e opinar sobre seus próximos livros. Ela se tornou mais uma amiga que fiz na minha recém-iniciada carreira como escritor.

Em Meu Par Ideal, a escritora segue um roteiro básico para contar uma história de amor: um casal se conhece casualmente originando uma tórrida paixão à primeira vista. Após isso, o relacionamento se aprofunda, as famílias são apresentadas, os ex-namorados de ambos tentam atrapalhar o romance e, finalmente, os dois terminam juntos e felizes.

O casal protagonista se chama Marina Mancini e Augusto Bittencourt. Citei nomes e sobrenomes porque essa é uma das características que percebi na escrita da Bernadete. Ela cita várias vezes os sobrenomes dos protagonistas. Marina é uma pediatra que divide um apartamento com a amiga Paulinha, também da área médica. Augusto é um policial federal autoritário porém romântico, como a própria autora o define ao decorrer do livro. É um casal jovem, bonito e transbordando sensualidade por todos os lados. Não são poucas as cenas onde a tensão sexual é aflorada ao extremo. Entretanto,  Bernadete escreve tudo com muita delicadeza, sem partir para o lado erótico muito menos para o pornográfico. Apenas aguça nossa imaginação.
            
           Vivendo em São Paulo, ela localizou a história na capital paulistana e, com isso, pude observar algumas características locais como as famosas baladas paulistanas, a rivalidade entre a torcida do Palmeiras e do Corinthians citada algumas vezes e também o fato dos protagonistas se chamarem carinhosamente por uma sílaba: Má e Gu. Quando morei em São Paulo alguns anos atrás, percebi que muitas pessoas se tratavam assim entre amigos, principalmente as mulheres. O Parque Ibirapuera e outros locais característicos da cidade também são citados.
           
           Na página de agradecimentos, Bernadete conta que criou a personagem Paulinha em homenagem a uma amiga dela chamada Paula, cujo temperamento é muito parecido com o da personagem do livro. E também conta que seu falecido pai, referido por ela como inspirador, se chamava Antônio. Foi aí que pude perceber a homenagem que ela fez a ele dando esse mesmo nome para o pai da protagonista Marina.

É uma história contada numa linguagem leve e contemporânea, com direito a alguns palavrões colocados na hora certa, sem serem apelativos. Percebi que Bernadete estava muito à vontade durante o processo de criação dessa história e que, como a maioria das escritoras, deve ter colocado muitas características pessoais suas na protagonista. Posso dizer que é um livro que ajuda a despertar nosso lado “Love is in the Air”.

Quer assistir uma versão dessa resenha no Youtube ? Clique AQUI

Quer ver o book trailer que preparei para ele? Clique AQUI




sábado, 22 de julho de 2017

[Novo Parceiro] Roberto Camilotti

    O novo parceiro do meu blog chama-se Roberto Camilotti. Ele é um escritor paulista e também é responsável pelo blog Rob Camilotti: blog de Literatura. Sua parceria comigo consiste em me enviar o seu livro de contos Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça para que eu faça uma resenha. E além disso, o Roberto me deu a honra de permitir a publicação de um desses contos aqui no meu blog para que vocês possam conhecer melhor o estilo dele.


CONTO: Quilômetro Cinza (Um caso vampiro em São Paulo).
Escrito por Rob Camilotti.

Hiroilto foi sem destino então. Fincou a chave no carro, desobedecendo a advertência veiculada continuamente no rádio para que ficasse em casa dada à excepcionalidade do que ocorria com o tempo em São Paulo. - “Talvez, o clima esteja igual no mundo.” - pensou enquanto dirigia.
“Que está acontecendo?” - a neve caía torrencial ao longo da Bandeirantes, em flocos grossos, instalando o frio que não era menos aterrador. Foi percebendo que, enquanto dirigia, era literalmente o único em toda a cidade que havia tido a ideia de se atirar ao desconhecido, mas dirigiu o carro com cuidado em todo momento. Certa hora, Hiroilto parou ao avistar, no acostamento da marginal, um menino sozinho que não aparentava ter mais de dez anos. Deu duas pancadinhas no vidro do carro como quem o anunciava que podia se aproximar, só que o menino porém limitou-se a olhar em sua direção, dando a entender que não entendia o que Hiroilto queria. - “Ele vai morrer congelado se eu não tirá-lo de lá”. - abriu a porta do carro e se entregou ao frio.
A pista estava escorregadia por causa de uma crosta de neve que, com alguma rapidez, acumulava-se nas bordas, quase que se estendendo a um rio congelado. Tinha que ser mais ligeiro no resgate ao menino. - “Não tenha medo, garoto, deixa eu te ajudar!” - estendeu-lhe a mão enquanto caminhava, para que viesse ao seu encontro, porém, de novo, o menino não reagiu. Valente, no que se aproximou, Hiroilto envolveu o menino nos seus braços e o levou com ligeireza para dentro do carro. - “Que merda, Hiroilto!” - na pressa de socorrê-lo, Hiroilto esqueceu de fechar a porta ao sair do carro e uma boa camada de neve encobria todo banco do motorista. Com duas braçadas generosas, expulsou a maior parte da neve. Entrou no carro mesmo assim e colocou o menino sentado no banco do carona, ao seu lado.
“Ufa, que aventura hein?! Como se chama, garoto?”
O menino respondeu:
“CD.”
“CD?” - sorriu para o menino, que fez que sim com a cabeça. - “Prazer em conhecê-lo, CD. Vou levá-lo para casa, certo? Onde estão seus pais?” - Hiroilto não disfarçou a afeição que já sentia pelo menino.
CD não o respondeu. Em vez disso, lançou-lhe um olhar opaco, fosco, inabilitado de sentir. Hiroilto presumiu desse modo que o menino não tivesse os pais e que, justamento por isso, o encontrara na rua.
“Pobre garoto!” - exclamou baixo. Disse em seguida. - “Vamos ficar juntos até que a neve passe e depois te levo para uma delegacia. Quem sabe eles não te arrumam uns pais bem legais! Combinado assim, CD?”
CD o encarou com desinteresse. Deu-se a entender que, para ele, tanto importava o que fariam depois. CD tinha o rosto e as mãozinhas tão brancos que impressionavam fortemente Hiroilto, e cada vez mais.
“Está com frio?”
“Um pouco.” - CD respondeu.
“Coitadinho! Não se preocupe porque já estamos chegando. Vou te levar para casa.”
E Hiroilto passou-lhe as mãos nos cabelos, confortando-o. Ao fazer isso, se impressionou mais uma vez: os cabelos de CD estavam extremamente secos e sua pele, sem viço algum, ficava cada vez mais branca, diferente em comparação a qualquer outra que já havia visto, como a de um cadáver de um menino congelado. Em seguida, ao levar a mão ao nariz e cheirá-la, quase vomitou ao sentir um cheiro terrivelmente podre em um pouquinho de óleo que se impregnara na ponta dos dedos. Era como se houvesse acabado de passar a mão na carniça de um animal morto. Assustado, decidiu levar o menino direto para uma delegacia, invés de levá-lo para casa como o havia prometido.
“Estou com fome e eu quero comer agora.” - CD pôs as mãozinhas sobre sua barriga.
“Já estamos chegando em casa, CD.” - Hiroilto escondeu-lhe aonde verdadeiramente estavam indo. - “Aguente só mais um pouco, combinado?” - e foi acelerando o carro, mostrando pressa em se livrar do menino.
“Eu disse que eu quero comer agora, não me ouviu?”
O menino, antes indefeso, se revelou então. Ao olhar para o lado, Hiroilto foi tomado pelo horror. Criatura medonha, a cabeça de CD revelou-se peluda; as orelhas, os olhos, o nariz e os dentes fininhos lembravam os de um asqueroso morcego.
“Não precisa ser do jeito mais doloroso para você. Só quero um pouco de sangue. Vou transformá-lo.”
“Vá embora, demônio!” - Hiroilto enfiou o pé no freio.
Com toda calma possível, CD, pequeno conde vampiro, foi se aproximando lentamente do homem, que, já em paz e a vontade com seu destino, sentiu cravar os dentinhos na jugular.
“Só uma dose do seu sangue.”

FIM



    O conto “Quilômetro Cinza” se soma a outras quinze histórias que fazem parte do livro “Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça”.

O livro está à venda na Amazon em formato eBook através do endereço https://www.amazon.com.br/dp/B073TRN521/ ou em versão impressa pelo link https://www.amazon.com/dp/1521801509/

sábado, 15 de julho de 2017

[Resenha] A Ideia

    Essa resenha é sobre o livro A Ideia do autor pernambucano Lucas Chagas. Ele foi o primeiro escritor a fazer uma parceria comigo depois que publiquei o meu livro, em novembro do ano passado.
    A estória é basicamente sobre Beatrice Dumont, uma estudante de letras de 23 anos. Ela mora com sua tia Vera, devido a perda de seus pais quando era muito mais nova. Entretanto Beatrice e sua tia não possuem uma boa convivência e, além disso, ela também é muito comprometida com seus estudos deixando sua vida pessoal “para escanteio”. O livro começa com uma crise existencial da protagonista se questionando o porquê de sua imensa melancolia. Mas o destino a faz conhecer Benjamin, o que provoca uma reviravolta em sua vida.
    É uma estória densa que nos provoca reflexões sobre diversos pontos abordados como preconceito, vitimização e outras questões das relações humanas e sociais.
    E a narrativa em primeira pessoa vem exatamente com esse objetivo de nos provocar considerações subjetivas. Como por exemplo, nessa passagem:
    “Eu sou uma vencedora, mas isso não faz da minha vida uma vitória.”
    Não gosto de dar spoiler, mas as páginas de emoção ficam para o final, porém fora dos padrões dos livros de romance e completamente surpreendentes. É lindo e, ao mesmo tempo, trágico.

domingo, 2 de julho de 2017

[Nova Parceira] Edna Nunes

    Edna Nunes é autora do romance/suspense Minha Mente Me Atormenta e é nascida na fria cidade de Curitiba, capital do Paraná.
    É apaixonada por literatura devido ao grande incentivo que teve dos seus pais. Sempre adorou escrever, o que a fez reunir palavras de forma simples e agradável. Também é completamente dependente de boa música para relaxar, escrever e manter o corpo em movimento, pois a dança é uma de suas formas de equilíbrio.
    A escritora me enviou seu livro para que eu pudesse lê-lo e, após isso, fizesse uma resenha sobre o que achei dele. Fiquei muito honrado por esse privilégio dado a mim e espero ter a chance de fazer outras resenhas para ela.


sábado, 1 de julho de 2017

[Crônica] Uma Saga de 21 Km

  Essa não será uma crônica sobre uma única corrida desse ano. Será sobre 3 edições de uma prova que ocorre há muito anos, a Meia do Rio, uma prova que ocorre junto com a Maratona do Rio. Eu iria até mais longe e diria que essa crônica pode ser considerada como uma pequena fábula.

2015 - Iniciação 

    Em janeiro desse ano eu estava num projeto extremamente estressante no meu trabalho e que me demandava muito esforço. Entre meus colegas havia um chamado Moisés. Ele era paulista e veio para o Rio passar cerca de dois meses para nos ajudar. Moisés também era corredor de rua e já havia participado de algumas meias-maratonas. Ele estava animado para participar da meia que, tradicionalmente, ocorria no mesmo dia da maratona do Rio e acabou se inscrevendo. Nessa época eu ainda era "virgem" em corridas de 21 km. Eu tinha uma espécie de medo de não aguentar correr isso tudo e passar mal durante a prova. Apesar de praticar esse esporte desde 2005, nunca havia competido em distâncias maiores que 12 km. Mas resolvi encarar o desafio e comecei a treinar com ele pela orla de Copacabana durante a semana à noite, aproveitando o calor típico do horário do verão. E também fazia treinos mais longos sozinho nos finais de semana. Fizemos vários treinos até que meu amigo teve que retornar para Sampa. Eu continuei treinando, mas foi nessa vez que cometi um dos maiores erros da minha carreira de corredor amador. Iria estrear numa distância grande sem possuir um treinamento específico. Perto da prova, meu amigo me disse que não poderia mais vir e acabou repassando a inscrição dele. Logo ele, que foi meu principal motivador para participar dessa corrida. Só que tenho uma característica: procuro pensar bastante antes de encarar um desafio, mas se resolver enfrentá-lo, vou até o fim. E foi isso que fiz. Participei dessa meia-maratona sem estar plenamente treinado e habituado a corridas desse tipo. Logo na largada cometi um erro primário ao sair disparado fazendo um ritmo acima de 12 km / h, uma verdadeira loucura para quem nunca havia treinado na distância dessa prova. E não deu outra. Quando cheguei na altura de 11 km comecei a ficar "sem perna" e fui praticamente me arrastando até o final da prova. Antes disso, na altura do km 18 senti algo de estranho e cheguei a pensar que iria realmente passar mal. Tive que buscar uma força mental para me levar praticamente caminhando até a chegada. Terminei em 2 horas e 15 minutos.


2016 - Adaptação
    Comecei esse ano com um foco na minha mente: participar novamente da Meia do Rio, mas dessa vez de forma séria e me preparando corretamente. Logo no início do ano, por volta de fevereiro, conversei com o treinador Carlos Martins da equipe Pé Carioca, a mesma na qual eu costumava me inscrever nas provas e solicitei a ele uma planilha de treinamentos para essa corrida. Após o Carnaval comecei a fazer os treinos, dessa vez de forma adequada e planejada. Comecei a fazer vários treinos com distâncias grandes, os famosos longões, durante os finais de semana e treinos mais curtos e específicos durante a semana. Estava tudo indo bem até pouco mais de um mês para a prova, quando tive uma contusão no músculo posterior da perna esquerda que me incomodava tanto a ponto de cogitar não participar mais da corrida. Foi aí que procurei o fisioterapeuta Marcos Bastos, uma fera nessa área e que trabalha com vários atletas de ponta. Ele começou um tratamento que consistia em muitos alongamentos, acupuntura, nenhuma musculação para as pernas e redução da minha carga de treinos. Graças ao Marcos consegui chegar na última semana preparado para encarar o desafio. Mas a famosa Lei de Murphy realmente existe. A corrida seria no domingo e na quarta-feira comecei a me sentir gripado. Nos dias que se sucederam tive a grande prova que a força mental é espetacular quando sabemos usá-la. Os dias se passavam e, para minha sorte, era um feriado na quinta-feira emendando na sexta-feira. Fiquei trancado em casa me hidratando ao máximo, tomando muita Vitamina C e descansando ao máximo para não piorar. O principal é que, em nenhum momento, passou pela minha cabeça desistir de participar da corrida. E tenho certeza que essa mentalização foi o que me fez estar curado em tempo recorde no domingo para participar da prova. Na largada, me lembrei do que fiz no ano anterior e não saí correndo como um louco. Fui num ritmo mais tranquilo e não tinha nem sinal da coriza que eu sentia até o dia anterior. Minha contusão muscular também não dava sinais. Estava tudo bem quando o tal do Murphy entrou em ação no km 8 quando a sola do meu tênis esquerdo se descolou dele. Era um tênis antigo porém excelente. Só que me preparou essa surpresa logo no dia da Meia. E tive que participar do resto da prova com o pé esquerdo praticamente descalço. Mas com tudo isso, consegui ir levando numa boa e o desempenho foi bem melhor até o km 20  quando fiquei cansado e resolvi seguir num trote bem lento até o final. Faltando 100 metros para a Chegada tive uma contratura na panturrilha da perna esquerda, a mesma da contusão. Mas aí eu fui andando e completei a prova, com todos esses percalços, em 2 horas e 10 minutos, 5 minutos abaixo do ano anterior.


2017 - Realização
    Posso garantir que esse foi um dos melhores anos da minha vida de corredor. Meu foco era novamente essa Meia Maratona do Rio, mas diferentemente dos anos anteriores eu havia me inscrito em outras duas meias que ocorreriam cerca de dois meses antes dela. Diante disso comecei a treinar logo na primeira semana de janeiro e usando a mesma planilha do ano anterior. Nesse ano tive um problema pessoal grande e comecei a treinar muito, o que acabou servindo como uma terapia para conseguir encarar tudo. E foi devido a isso que grandes surpresas começaram a surgir na minha trajetória pelas corridas já no primeiro semestre. Logo na minha segunda corrida desse ano, fiquei em primeiro lugar na minha faixa etária. Em seguida participei da primeira meia de 2017, a Rio City, terminando a mesma em 2 hora e 3 minutos. Um tempo espetacular se comparando com as duas meias dos anos anteriores. E eu ainda teria mais uma grande alegria. Participei de uma corrida indoor realizada pela rede de academias Smart Fit e fui o campeão da minha unidade. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo. Antes da Meia do Rio, ainda participei de uma meia maratona de montanha chamada Wine Run que foi realizada na cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Usei essa última corrida como um grande treino para a Meia do Rio, indo bem devagar em alguns pontos onde as subidas eram bem íngremes. 
    E o plano deu certo. O dia da almejada prova estava frio no horário da largada, às 6:45 da manhã, e resolvi correr com uma camisa de manga longa por cima de uma camisa térmica. Eu me sentia bem usando isso tudo, mas logo após a largada cheguei a pensar que poderia me arrepender e que essas roupas todas poderiam me prejudicar na corrida. Mas isso não aconteceu. Me sentia extremamente forte na prova e bem melhor do que todas as outras meias que participei. Os quilômetros se sucediam e eu sentia que tinha gás para ir até mais forte, apesar de já estar num ritmo excelente. Quando cheguei no último quilômetro, ainda tive pernas para conseguir dar um sprint e terminar a prova no tempo surpreendente de 1 hora e 55 minutos. Há 12 anos atrás, quando comecei a correr, eu jamais imaginei que um dia correria uma meia-maratona e, principalmente, que faria uma delas abaixo de 2 horas. Realmente não existe impossível quando acreditamos e corremos atrás dos nossos sonhos. Pode demorar 12 anos, mas se você for merecedor, a alegria do sonho realizado vai chegar.




[Nova Parceira] Bernadete Estanini

    Bernadete Estanini é uma escritora que vive em São Paulo com sua família. Desde menina apaixonada pela leitura e escrita, sempre era indicada para concursos de redação embora com uma imaginação não muito limitada a poucas linhas na grande maioria das vezes os vencia e essa paixão adormecida reacendeu dando forma a empolgantes histórias de amor. Sua parceria comigo consiste numa troca de resenhas e divulgação de nossas primeiras obras. Ela me enviou seu livro Meu Par Ideal e eu a enviei minha obra A Melhor Corrida do Mundo. Espero que seja a primeira de várias parcerias com essa simpática autora.


sábado, 24 de junho de 2017

[Resenha] O Rio da Dúvida

        Minha resenha de hoje é sobre um livro da escritora norte-americana Candice Millard chamado O Rio da Dúvida (The River of Doubt). Uma trama que conta a estória de um improvável encontro entre o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt e o então coronel brasileiro Cândido Rondon.
        A autora fez um belíssimo trabalho de pesquisa para contar a saga de ambos em busca de um desafio épico: mapear um rio turbulento, com percurso desconhecido, em plena Amazônia. Candice começa contando os motivos que levaram Roosevelt a entrar nessa empreitada pessoal, que custou a vida de alguns dos membros da expedição e que deixou o próprio à beira da morte. Ela descreve em detalhes aspectos da fauna e flora do local, nos levando a sentir, quase na própria pele, o drama que os famosos expedicionários passaram.
       A estória se inicia após uma derrota eleitoral esmagadora de Roosevelt, que concorria a um novo mandato presidencial. Em uma conferência em Buenos Aires, o ex-presidente é convencido a participar de uma expedição na Selva Amazônica, despertando a sua veia aventureira e sedenta de desafios. Além disso, seria uma ótima oportunidade de estar junto de seu filho Kermit, que morava no Brasil e, assim como seu pai, também era apreciador de façanhas que o desafiassem. Ao se encontrar com Rondon e com os outros tripulantes em terras brasileiras, eles vivem uma aventura que deixaria marcas nas vidas de todos que participaram.  
      A pesquisa realizada pela autora é realmente sensacional. Ela se baseou em diversos documentos da época para retratar com muita verosimilhança como se tornou intensa a amizade entre duas grandes personalidades: Roosevelt e Rondon. Também narrou com maestria a convivência diária e as diferenças culturais entre brasileiros e norte-americanos. Uma estória real de aventura, desafio e união passada em território brasileiro no início do século XX e que, sem dúvida nenhuma, merece ser lida.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

[Crônica] Festas Juninas

    E chegamos no meio do ano, época das tradicionais festas juninas. Mas você sabe como elas surgiram ? Dizem os historiadores que foi há centenas de anos na Antiga Europa e que serviam para comemorar a colheita e homenagear deusas, entre elas Juno. Por isso as festa eram chamadas "Junônias".
    Devido a essa origem européia, elas chegaram ao Brasil com a colonização portuguesa. Por coincidência, os índios que aqui habitavam também realizavam festas no mês de junho e a fusão das tradições foi o estopim para as nossas festas de hoje.
    Como a Igreja Católica, através dos jesuítas, assumiu a realização dessas festas, três santos passaram a ser homenageados: Santo Antônio, São Pedro e São João.
    Hoje em dia temos esses festejos acontecendo em todo o território nacional, sendo que as duas festas juninas mais badaladas ocorrem em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE).
    Mas agora vamos deixar um pouco de lado a origem histórica e falar das curiosidades dessas tradicionais farras. Afinal, quem nunca saboreou um quentão ou um pé-de-moleque ? E o casamento na roça ? Eu, por exemplo, já fui padre, coroinha, noivo e até pai da noiva de alguns desses "casamentos". Nunca pulei uma fogueira e nem subi num pau-de-sebo, mas já falei várias vezes a famosa palavra "anarriê" ao participar de uma quadrilha junina. E também já ganhei vários brindes nas tradicionais "pescarias".
    A festa junina é um retrato cultural do nosso povo e, além de ser muito divertida, serve para guardamos recordações inocentes e bonitas da nossa infância e a voltarmos a ser crianças quando participamos dessas brincadeiras quando somos adultos.
    E se você ainda vai participar de alguma festa junina nesse ano, não se esqueça de ficar atento ao maior de todos os avisos: "OLHA A COBRA !".


segunda-feira, 12 de junho de 2017

[Crônica] Dia dos Namorados

     E hoje, dia 12 de junho, estamos diante de mais uma data considerada marcante, o Dia dos Namorados, tradicionalmente um dia em que os casais se presenteiam e renovam seus laços da paixão. Em outros países, como nos Estados Unidos, essa comemoração é feita no dia 14 de fevereiro e é conhecida como Valentine's Day (Dia de São Valentim).
    Diz a lenda que essa comemoração surgiu no Brasil devido a atuação do frei português Fernando de Bulhões (Santo Antônio). Em suas pregações religiosas, ele sempre falava sobre a importância do casamento e, principalmente, do amor. Graças a isso, ele ganhou a fama de “santo casamenteiro” depois de ser canonizado. Essa é a razão do Dia dos Namorados ter sido escolhido para ser na véspera do dia de Santo Antônio, que é o dia 13 de junho.
    Essa é a história do Dia dos Namorados. Mas, assim como falei sobre o Dia das Mães, por que não fazer essa comemoração durante o ano inteiro ? Por que não surpreender sua namorada, de vez em quando, com um buquê de rosas, um perfume ou um jantar romântico ? É como um jardim que se for cuidado diariamente produzirá belas flores e aromas especiais. Para amar alguém precisamos de doação, cumplicidade, respeito e amizade. E quando falo isso, não me restrinjo apenas a tradicional figura do casal de namorados jovens passeando no parque. Isso pode ser representado em diversas idades e situações e pode ser visto claramente no filme "Simplesmente Amor", um dos melhores que já vi. Impossível não sair do cinema com uma imensa sensação de felicidade após assistí-lo e acreditando que a chave para a salvação do mundo é uma só: o Amor Verdadeiro.




    

quarta-feira, 7 de junho de 2017

[Nova Parceira] Juliana Bicalho

    Juliana Bicalho é uma escritora carioca, botafoguense, torcedora do San Francisco 49ers, nascida em 1989 e graduada em história. Trabalhou lecionando espanhol e com deficientes intelectuais.
    É apaixonada por livros, tecnologia e jogar videogames. Seus jogos preferidos são: Assassin's Creed e Tomb Raider; também ama ver seriados e filmes.
Fã de Harry Potter, é da casa Sonserina e sempre teve como preferido o personagem Snape.
Seu primeiro livro é "Castelo da Lara- Diário de uma Princesa em Crise".
Não se inspira em nenhum autor(a) para escrever os seus livros.
Ama sentir o cheiro de livro novo e poder tocá-lo, mas não dispensa o seu Kindle.
Quer ter o máximo de contato possível com os seus leitores, assim saberá o que eles estão pensando e o que pode ser feito para melhorar sempre.
     A sua parceria comigo foi me enviando alguns capítulos desse seu primeiro livro para que eu pudesse criar um texto de "Pequenas Impressões".



[Primeiras Impressões] Castelo da Lara - Diário de Uma Princesa em Crise

    Chick Lit é um moderno gênero literário que trata questões das mulheres contemporâneas, geralmente com romances leves e divertidos. Esse é o caso do livro Castelo de Lara - Diário de Uma Princesa em Crise cujos primeiros capítulos recebi gentilmente da autora Juliana Bicalho.    
    Contado em primeira pessoa, o romance é narrado por Lara, uma jovem princesa de 21 anos que aborda temas típicos de uma mulher iniciando a fase adulta, como a relação com a familia, casamento, liberdade, entre outras coisas.
     Nos primeiros capítulos somos apresentados a algumas tramas que, provavelmente, irão permear todo o livro, como a pressão da mãe de Lara para que ela se case a fim de dar uma satisfação para a sociedade, sua relação conturbada com uma tia que está hospitalizada, um admirador secreto e a dificuldade em viver sem ser reconhecida nas ruas. Essa última questão, por sinal, pode ser considerada uma metáfora para muitas jovens de hoje em dia, principalmente cantoras e atrizes teen, que também devem possuir a mesma dificuldade de transitar sem estar sendo seguida por um paparazzo. 
       O universo do livro é interessante, pois consiste em um reino governado por 3 reis que, segundo palavras da própria autora, cria uma espécie de Guerra dos Tronos. 
        Enfim, posso dizer que as minhas primeiras impressões foram boas e me deixaram bastante curioso com relação aos pontos abordados: Por que a tia de Lara entrou em coma ? Quem é seu admirador secreto ? Como será a festa que a mãe de Lara vai preparar para lhe arrumar um pretendente ? Como Lara conseguirá lidar com a fama de princesa ?
         É um romance tipicamente Chick Lit, bem agradável e de fácil leitura. O livro físico está em pré-venda até o dia 28/06 no site https://www.julianabicalho.com/. E o e-book está em pré-venda na Amazon até o dia 28/07.