sábado, 29 de julho de 2017

[Resenha] Meu Par Ideal

Há algumas semanas atrás recebi da escritora Bernadete Estanini um exemplar do seu livro Meu Par Ideal. Era mais um “romance romântico” que chegava em minhas mãos para que eu fizesse uma resenha. E isso me deixa muito honrado pela confiança que os autores nacionais estão depositando em mim. Bernadete, por sinal, se mostrou uma pessoa extremamente simpática comigo e espero ter a oportunidade de ler e opinar sobre seus próximos livros. Ela se tornou mais uma amiga que fiz na minha recém-iniciada carreira como escritor.

Em Meu Par Ideal, a escritora segue um roteiro básico para contar uma história de amor: um casal se conhece casualmente originando uma tórrida paixão à primeira vista. Após isso, o relacionamento se aprofunda, as famílias são apresentadas, os ex-namorados de ambos tentam atrapalhar o romance e, finalmente, os dois terminam juntos e felizes.

O casal protagonista se chama Marina Mancini e Augusto Bittencourt. Citei nomes e sobrenomes porque essa é uma das características que percebi na escrita da Bernadete. Ela cita várias vezes os sobrenomes dos protagonistas. Marina é uma pediatra que divide um apartamento com a amiga Paulinha, também da área médica. Augusto é um policial federal autoritário porém romântico, como a própria autora o define ao decorrer do livro. É um casal jovem, bonito e transbordando sensualidade por todos os lados. Não são poucas as cenas onde a tensão sexual é aflorada ao extremo. Entretanto,  Bernadete escreve tudo com muita delicadeza, sem partir para o lado erótico muito menos para o pornográfico. Apenas aguça nossa imaginação.
            
           Vivendo em São Paulo, ela localizou a história na capital paulistana e, com isso, pude observar algumas características locais como as famosas baladas paulistanas, a rivalidade entre a torcida do Palmeiras e do Corinthians citada algumas vezes e também o fato dos protagonistas se chamarem carinhosamente por uma sílaba: Má e Gu. Quando morei em São Paulo alguns anos atrás, percebi que muitas pessoas se tratavam assim entre amigos, principalmente as mulheres. O Parque Ibirapuera e outros locais característicos da cidade também são citados.
           
           Na página de agradecimentos, Bernadete conta que criou a personagem Paulinha em homenagem a uma amiga dela chamada Paula, cujo temperamento é muito parecido com o da personagem do livro. E também conta que seu falecido pai, referido por ela como inspirador, se chamava Antônio. Foi aí que pude perceber a homenagem que ela fez a ele dando esse mesmo nome para o pai da protagonista Marina.

É uma história contada numa linguagem leve e contemporânea, com direito a alguns palavrões colocados na hora certa, sem serem apelativos. Percebi que Bernadete estava muito à vontade durante o processo de criação dessa história e que, como a maioria das escritoras, deve ter colocado muitas características pessoais suas na protagonista. Posso dizer que é um livro que ajuda a despertar nosso lado “Love is in the Air”.

Quer assistir uma versão dessa resenha no Youtube ? Clique AQUI




sábado, 22 de julho de 2017

[Novo Parceiro] Roberto Camilotti

    O novo parceiro do meu blog chama-se Roberto Camilotti. Ele é um escritor paulista e também é responsável pelo blog Rob Camilotti: blog de Literatura. Sua parceria comigo consiste em me enviar o seu livro de contos Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça para que eu faça uma resenha. E além disso, o Roberto me deu a honra de permitir a publicação de um desses contos aqui no meu blog para que vocês possam conhecer melhor o estilo dele.


CONTO: Quilômetro Cinza (Um caso vampiro em São Paulo).
Escrito por Rob Camilotti.

Hiroilto foi sem destino então. Fincou a chave no carro, desobedecendo a advertência veiculada continuamente no rádio para que ficasse em casa dada à excepcionalidade do que ocorria com o tempo em São Paulo. - “Talvez, o clima esteja igual no mundo.” - pensou enquanto dirigia.
“Que está acontecendo?” - a neve caía torrencial ao longo da Bandeirantes, em flocos grossos, instalando o frio que não era menos aterrador. Foi percebendo que, enquanto dirigia, era literalmente o único em toda a cidade que havia tido a ideia de se atirar ao desconhecido, mas dirigiu o carro com cuidado em todo momento. Certa hora, Hiroilto parou ao avistar, no acostamento da marginal, um menino sozinho que não aparentava ter mais de dez anos. Deu duas pancadinhas no vidro do carro como quem o anunciava que podia se aproximar, só que o menino porém limitou-se a olhar em sua direção, dando a entender que não entendia o que Hiroilto queria. - “Ele vai morrer congelado se eu não tirá-lo de lá”. - abriu a porta do carro e se entregou ao frio.
A pista estava escorregadia por causa de uma crosta de neve que, com alguma rapidez, acumulava-se nas bordas, quase que se estendendo a um rio congelado. Tinha que ser mais ligeiro no resgate ao menino. - “Não tenha medo, garoto, deixa eu te ajudar!” - estendeu-lhe a mão enquanto caminhava, para que viesse ao seu encontro, porém, de novo, o menino não reagiu. Valente, no que se aproximou, Hiroilto envolveu o menino nos seus braços e o levou com ligeireza para dentro do carro. - “Que merda, Hiroilto!” - na pressa de socorrê-lo, Hiroilto esqueceu de fechar a porta ao sair do carro e uma boa camada de neve encobria todo banco do motorista. Com duas braçadas generosas, expulsou a maior parte da neve. Entrou no carro mesmo assim e colocou o menino sentado no banco do carona, ao seu lado.
“Ufa, que aventura hein?! Como se chama, garoto?”
O menino respondeu:
“CD.”
“CD?” - sorriu para o menino, que fez que sim com a cabeça. - “Prazer em conhecê-lo, CD. Vou levá-lo para casa, certo? Onde estão seus pais?” - Hiroilto não disfarçou a afeição que já sentia pelo menino.
CD não o respondeu. Em vez disso, lançou-lhe um olhar opaco, fosco, inabilitado de sentir. Hiroilto presumiu desse modo que o menino não tivesse os pais e que, justamento por isso, o encontrara na rua.
“Pobre garoto!” - exclamou baixo. Disse em seguida. - “Vamos ficar juntos até que a neve passe e depois te levo para uma delegacia. Quem sabe eles não te arrumam uns pais bem legais! Combinado assim, CD?”
CD o encarou com desinteresse. Deu-se a entender que, para ele, tanto importava o que fariam depois. CD tinha o rosto e as mãozinhas tão brancos que impressionavam fortemente Hiroilto, e cada vez mais.
“Está com frio?”
“Um pouco.” - CD respondeu.
“Coitadinho! Não se preocupe porque já estamos chegando. Vou te levar para casa.”
E Hiroilto passou-lhe as mãos nos cabelos, confortando-o. Ao fazer isso, se impressionou mais uma vez: os cabelos de CD estavam extremamente secos e sua pele, sem viço algum, ficava cada vez mais branca, diferente em comparação a qualquer outra que já havia visto, como a de um cadáver de um menino congelado. Em seguida, ao levar a mão ao nariz e cheirá-la, quase vomitou ao sentir um cheiro terrivelmente podre em um pouquinho de óleo que se impregnara na ponta dos dedos. Era como se houvesse acabado de passar a mão na carniça de um animal morto. Assustado, decidiu levar o menino direto para uma delegacia, invés de levá-lo para casa como o havia prometido.
“Estou com fome e eu quero comer agora.” - CD pôs as mãozinhas sobre sua barriga.
“Já estamos chegando em casa, CD.” - Hiroilto escondeu-lhe aonde verdadeiramente estavam indo. - “Aguente só mais um pouco, combinado?” - e foi acelerando o carro, mostrando pressa em se livrar do menino.
“Eu disse que eu quero comer agora, não me ouviu?”
O menino, antes indefeso, se revelou então. Ao olhar para o lado, Hiroilto foi tomado pelo horror. Criatura medonha, a cabeça de CD revelou-se peluda; as orelhas, os olhos, o nariz e os dentes fininhos lembravam os de um asqueroso morcego.
“Não precisa ser do jeito mais doloroso para você. Só quero um pouco de sangue. Vou transformá-lo.”
“Vá embora, demônio!” - Hiroilto enfiou o pé no freio.
Com toda calma possível, CD, pequeno conde vampiro, foi se aproximando lentamente do homem, que, já em paz e a vontade com seu destino, sentiu cravar os dentinhos na jugular.
“Só uma dose do seu sangue.”

FIM



    O conto “Quilômetro Cinza” se soma a outras quinze histórias que fazem parte do livro “Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça”.

O livro está à venda na Amazon em formato eBook através do endereço https://www.amazon.com.br/dp/B073TRN521/ ou em versão impressa pelo link https://www.amazon.com/dp/1521801509/

sábado, 15 de julho de 2017

[Resenha] A Ideia

    Essa resenha é sobre o livro A Ideia do autor pernambucano Lucas Chagas. Ele foi o primeiro escritor a fazer uma parceria comigo depois que publiquei o meu livro, em novembro do ano passado.
    A estória é basicamente sobre Beatrice Dumont, uma estudante de letras de 23 anos. Ela mora com sua tia Vera, devido a perda de seus pais quando era muito mais nova. Entretanto Beatrice e sua tia não possuem uma boa convivência e, além disso, ela também é muito comprometida com seus estudos deixando sua vida pessoal “para escanteio”. O livro começa com uma crise existencial da protagonista se questionando o porquê de sua imensa melancolia. Mas o destino a faz conhecer Benjamin, o que provoca uma reviravolta em sua vida.
    É uma estória densa que nos provoca reflexões sobre diversos pontos abordados como preconceito, vitimização e outras questões das relações humanas e sociais.
    E a narrativa em primeira pessoa vem exatamente com esse objetivo de nos provocar considerações subjetivas. Como por exemplo, nessa passagem:
    “Eu sou uma vencedora, mas isso não faz da minha vida uma vitória.”
    Não gosto de dar spoiler, mas as páginas de emoção ficam para o final, porém fora dos padrões dos livros de romance e completamente surpreendentes. É lindo e, ao mesmo tempo, trágico.

domingo, 2 de julho de 2017

[Nova Parceira] Edna Nunes

    Edna Nunes é autora do romance/suspense Minha Mente Me Atormenta e é nascida na fria cidade de Curitiba, capital do Paraná.
    É apaixonada por literatura devido ao grande incentivo que teve dos seus pais. Sempre adorou escrever, o que a fez reunir palavras de forma simples e agradável. Também é completamente dependente de boa música para relaxar, escrever e manter o corpo em movimento, pois a dança é uma de suas formas de equilíbrio.
    A escritora me enviou seu livro para que eu pudesse lê-lo e, após isso, fizesse uma resenha sobre o que achei dele. Fiquei muito honrado por esse privilégio dado a mim e espero ter a chance de fazer outras resenhas para ela.


sábado, 1 de julho de 2017

[Crônica] Uma Saga de 21 Km

  Essa não será uma crônica sobre uma única corrida desse ano. Será sobre 3 edições de uma prova que ocorre há muito anos, a Meia do Rio, uma prova que ocorre junto com a Maratona do Rio. Eu iria até mais longe e diria que essa crônica pode ser considerada como uma pequena fábula.

2015 - Iniciação 

    Em janeiro desse ano eu estava num projeto extremamente estressante no meu trabalho e que me demandava muito esforço. Entre meus colegas havia um chamado Moisés. Ele era paulista e veio para o Rio passar cerca de dois meses para nos ajudar. Moisés também era corredor de rua e já havia participado de algumas meias-maratonas. Ele estava animado para participar da meia que, tradicionalmente, ocorria no mesmo dia da maratona do Rio e acabou se inscrevendo. Nessa época eu ainda era "virgem" em corridas de 21 km. Eu tinha uma espécie de medo de não aguentar correr isso tudo e passar mal durante a prova. Apesar de praticar esse esporte desde 2005, nunca havia competido em distâncias maiores que 12 km. Mas resolvi encarar o desafio e comecei a treinar com ele pela orla de Copacabana durante a semana à noite, aproveitando o calor típico do horário do verão. E também fazia treinos mais longos sozinho nos finais de semana. Fizemos vários treinos até que meu amigo teve que retornar para Sampa. Eu continuei treinando, mas foi nessa vez que cometi um dos maiores erros da minha carreira de corredor amador. Iria estrear numa distância grande sem possuir um treinamento específico. Perto da prova, meu amigo me disse que não poderia mais vir e acabou repassando a inscrição dele. Logo ele, que foi meu principal motivador para participar dessa corrida. Só que tenho uma característica: procuro pensar bastante antes de encarar um desafio, mas se resolver enfrentá-lo, vou até o fim. E foi isso que fiz. Participei dessa meia-maratona sem estar plenamente treinado e habituado a corridas desse tipo. Logo na largada cometi um erro primário ao sair disparado fazendo um ritmo acima de 12 km / h, uma verdadeira loucura para quem nunca havia treinado na distância dessa prova. E não deu outra. Quando cheguei na altura de 11 km comecei a ficar "sem perna" e fui praticamente me arrastando até o final da prova. Antes disso, na altura do km 18 senti algo de estranho e cheguei a pensar que iria realmente passar mal. Tive que buscar uma força mental para me levar praticamente caminhando até a chegada. Terminei em 2 horas e 15 minutos.


2016 - Adaptação
    Comecei esse ano com um foco na minha mente: participar novamente da Meia do Rio, mas dessa vez de forma séria e me preparando corretamente. Logo no início do ano, por volta de fevereiro, conversei com o treinador Carlos Martins da equipe Pé Carioca, a mesma na qual eu costumava me inscrever nas provas e solicitei a ele uma planilha de treinamentos para essa corrida. Após o Carnaval comecei a fazer os treinos, dessa vez de forma adequada e planejada. Comecei a fazer vários treinos com distâncias grandes, os famosos longões, durante os finais de semana e treinos mais curtos e específicos durante a semana. Estava tudo indo bem até pouco mais de um mês para a prova, quando tive uma contusão no músculo posterior da perna esquerda que me incomodava tanto a ponto de cogitar não participar mais da corrida. Foi aí que procurei o fisioterapeuta Marcos Bastos, uma fera nessa área e que trabalha com vários atletas de ponta. Ele começou um tratamento que consistia em muitos alongamentos, acupuntura, nenhuma musculação para as pernas e redução da minha carga de treinos. Graças ao Marcos consegui chegar na última semana preparado para encarar o desafio. Mas a famosa Lei de Murphy realmente existe. A corrida seria no domingo e na quarta-feira comecei a me sentir gripado. Nos dias que se sucederam tive a grande prova que a força mental é espetacular quando sabemos usá-la. Os dias se passavam e, para minha sorte, era um feriado na quinta-feira emendando na sexta-feira. Fiquei trancado em casa me hidratando ao máximo, tomando muita Vitamina C e descansando ao máximo para não piorar. O principal é que, em nenhum momento, passou pela minha cabeça desistir de participar da corrida. E tenho certeza que essa mentalização foi o que me fez estar curado em tempo recorde no domingo para participar da prova. Na largada, me lembrei do que fiz no ano anterior e não saí correndo como um louco. Fui num ritmo mais tranquilo e não tinha nem sinal da coriza que eu sentia até o dia anterior. Minha contusão muscular também não dava sinais. Estava tudo bem quando o tal do Murphy entrou em ação no km 8 quando a sola do meu tênis esquerdo se descolou dele. Era um tênis antigo porém excelente. Só que me preparou essa surpresa logo no dia da Meia. E tive que participar do resto da prova com o pé esquerdo praticamente descalço. Mas com tudo isso, consegui ir levando numa boa e o desempenho foi bem melhor até o km 20  quando fiquei cansado e resolvi seguir num trote bem lento até o final. Faltando 100 metros para a Chegada tive uma contratura na panturrilha da perna esquerda, a mesma da contusão. Mas aí eu fui andando e completei a prova, com todos esses percalços, em 2 horas e 10 minutos, 5 minutos abaixo do ano anterior.


2017 - Realização
    Posso garantir que esse foi um dos melhores anos da minha vida de corredor. Meu foco era novamente essa Meia Maratona do Rio, mas diferentemente dos anos anteriores eu havia me inscrito em outras duas meias que ocorreriam cerca de dois meses antes dela. Diante disso comecei a treinar logo na primeira semana de janeiro e usando a mesma planilha do ano anterior. Nesse ano tive um problema pessoal grande e comecei a treinar muito, o que acabou servindo como uma terapia para conseguir encarar tudo. E foi devido a isso que grandes surpresas começaram a surgir na minha trajetória pelas corridas já no primeiro semestre. Logo na minha segunda corrida desse ano, fiquei em primeiro lugar na minha faixa etária. Em seguida participei da primeira meia de 2017, a Rio City, terminando a mesma em 2 hora e 3 minutos. Um tempo espetacular se comparando com as duas meias dos anos anteriores. E eu ainda teria mais uma grande alegria. Participei de uma corrida indoor realizada pela rede de academias Smart Fit e fui o campeão da minha unidade. Eu não estava acreditando no que estava acontecendo. Antes da Meia do Rio, ainda participei de uma meia maratona de montanha chamada Wine Run que foi realizada na cidade de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Usei essa última corrida como um grande treino para a Meia do Rio, indo bem devagar em alguns pontos onde as subidas eram bem íngremes. 
    E o plano deu certo. O dia da almejada prova estava frio no horário da largada, às 6:45 da manhã, e resolvi correr com uma camisa de manga longa por cima de uma camisa térmica. Eu me sentia bem usando isso tudo, mas logo após a largada cheguei a pensar que poderia me arrepender e que essas roupas todas poderiam me prejudicar na corrida. Mas isso não aconteceu. Me sentia extremamente forte na prova e bem melhor do que todas as outras meias que participei. Os quilômetros se sucediam e eu sentia que tinha gás para ir até mais forte, apesar de já estar num ritmo excelente. Quando cheguei no último quilômetro, ainda tive pernas para conseguir dar um sprint e terminar a prova no tempo surpreendente de 1 hora e 55 minutos. Há 12 anos atrás, quando comecei a correr, eu jamais imaginei que um dia correria uma meia-maratona e, principalmente, que faria uma delas abaixo de 2 horas. Realmente não existe impossível quando acreditamos e corremos atrás dos nossos sonhos. Pode demorar 12 anos, mas se você for merecedor, a alegria do sonho realizado vai chegar.




[Nova Parceira] Bernadete Estanini

    Bernadete Estanini é uma escritora que vive em São Paulo com sua família. Desde menina apaixonada pela leitura e escrita, sempre era indicada para concursos de redação embora com uma imaginação não muito limitada a poucas linhas na grande maioria das vezes os vencia e essa paixão adormecida reacendeu dando forma a empolgantes histórias de amor. Sua parceria comigo consiste numa troca de resenhas e divulgação de nossas primeiras obras. Ela me enviou seu livro Meu Par Ideal e eu a enviei minha obra A Melhor Corrida do Mundo. Espero que seja a primeira de várias parcerias com essa simpática autora.


sábado, 24 de junho de 2017

[Resenha] O Rio da Dúvida

        Minha resenha de hoje é sobre um livro da escritora norte-americana Candice Millard chamado O Rio da Dúvida (The River of Doubt). Uma trama que conta a estória de um improvável encontro entre o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt e o então coronel brasileiro Cândido Rondon.
        A autora fez um belíssimo trabalho de pesquisa para contar a saga de ambos em busca de um desafio épico: mapear um rio turbulento, com percurso desconhecido, em plena Amazônia. Candice começa contando os motivos que levaram Roosevelt a entrar nessa empreitada pessoal, que custou a vida de alguns dos membros da expedição e que deixou o próprio à beira da morte. Ela descreve em detalhes aspectos da fauna e flora do local, nos levando a sentir, quase na própria pele, o drama que os famosos expedicionários passaram.
       A estória se inicia após uma derrota eleitoral esmagadora de Roosevelt, que concorria a um novo mandato presidencial. Em uma conferência em Buenos Aires, o ex-presidente é convencido a participar de uma expedição na Selva Amazônica, despertando a sua veia aventureira e sedenta de desafios. Além disso, seria uma ótima oportunidade de estar junto de seu filho Kermit, que morava no Brasil e, assim como seu pai, também era apreciador de façanhas que o desafiassem. Ao se encontrar com Rondon e com os outros tripulantes em terras brasileiras, eles vivem uma aventura que deixaria marcas nas vidas de todos que participaram.  
      A pesquisa realizada pela autora é realmente sensacional. Ela se baseou em diversos documentos da época para retratar com muita verosimilhança como se tornou intensa a amizade entre duas grandes personalidades: Roosevelt e Rondon. Também narrou com maestria a convivência diária e as diferenças culturais entre brasileiros e norte-americanos. Uma estória real de aventura, desafio e união passada em território brasileiro no início do século XX e que, sem dúvida nenhuma, merece ser lida.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

[Crônica] Festas Juninas

    E chegamos no meio do ano, época das tradicionais festas juninas. Mas você sabe como elas surgiram ? Dizem os historiadores que foi há centenas de anos na Antiga Europa e que serviam para comemorar a colheita e homenagear deusas, entre elas Juno. Por isso as festa eram chamadas "Junônias".
    Devido a essa origem européia, elas chegaram ao Brasil com a colonização portuguesa. Por coincidência, os índios que aqui habitavam também realizavam festas no mês de junho e a fusão das tradições foi o estopim para as nossas festas de hoje.
    Como a Igreja Católica, através dos jesuítas, assumiu a realização dessas festas, três santos passaram a ser homenageados: Santo Antônio, São Pedro e São João.
    Hoje em dia temos esses festejos acontecendo em todo o território nacional, sendo que as duas festas juninas mais badaladas ocorrem em Campina Grande (PB) e Caruaru (PE).
    Mas agora vamos deixar um pouco de lado a origem histórica e falar das curiosidades dessas tradicionais farras. Afinal, quem nunca saboreou um quentão ou um pé-de-moleque ? E o casamento na roça ? Eu, por exemplo, já fui padre, coroinha, noivo e até pai da noiva de alguns desses "casamentos". Nunca pulei uma fogueira e nem subi num pau-de-sebo, mas já falei várias vezes a famosa palavra "anarriê" ao participar de uma quadrilha junina. E também já ganhei vários brindes nas tradicionais "pescarias".
    A festa junina é um retrato cultural do nosso povo e, além de ser muito divertida, serve para guardamos recordações inocentes e bonitas da nossa infância e a voltarmos a ser crianças quando participamos dessas brincadeiras quando somos adultos.
    E se você ainda vai participar de alguma festa junina nesse ano, não se esqueça de ficar atento ao maior de todos os avisos: "OLHA A COBRA !".


segunda-feira, 12 de junho de 2017

[Crônica] Dia dos Namorados

     E hoje, dia 12 de junho, estamos diante de mais uma data considerada marcante, o Dia dos Namorados, tradicionalmente um dia em que os casais se presenteiam e renovam seus laços da paixão. Em outros países, como nos Estados Unidos, essa comemoração é feita no dia 14 de fevereiro e é conhecida como Valentine's Day (Dia de São Valentim).
    Diz a lenda que essa comemoração surgiu no Brasil devido a atuação do frei português Fernando de Bulhões (Santo Antônio). Em suas pregações religiosas, ele sempre falava sobre a importância do casamento e, principalmente, do amor. Graças a isso, ele ganhou a fama de “santo casamenteiro” depois de ser canonizado. Essa é a razão do Dia dos Namorados ter sido escolhido para ser na véspera do dia de Santo Antônio, que é o dia 13 de junho.
    Essa é a história do Dia dos Namorados. Mas, assim como falei sobre o Dia das Mães, por que não fazer essa comemoração durante o ano inteiro ? Por que não surpreender sua namorada, de vez em quando, com um buquê de rosas, um perfume ou um jantar romântico ? É como um jardim que se for cuidado diariamente produzirá belas flores e aromas especiais. Para amar alguém precisamos de doação, cumplicidade, respeito e amizade. E quando falo isso, não me restrinjo apenas a tradicional figura do casal de namorados jovens passeando no parque. Isso pode ser representado em diversas idades e situações e pode ser visto claramente no filme "Simplesmente Amor", um dos melhores que já vi. Impossível não sair do cinema com uma imensa sensação de felicidade após assistí-lo e acreditando que a chave para a salvação do mundo é uma só: o Amor Verdadeiro.




    

quarta-feira, 7 de junho de 2017

[Nova Parceira] Juliana Bicalho

    Juliana Bicalho é uma escritora carioca, botafoguense, torcedora do San Francisco 49ers, nascida em 1989 e graduada em história. Trabalhou lecionando espanhol e com deficientes intelectuais.
    É apaixonada por livros, tecnologia e jogar videogames. Seus jogos preferidos são: Assassin's Creed e Tomb Raider; também ama ver seriados e filmes.
Fã de Harry Potter, é da casa Sonserina e sempre teve como preferido o personagem Snape.
Seu primeiro livro é "Castelo da Lara- Diário de uma Princesa em Crise".
Não se inspira em nenhum autor(a) para escrever os seus livros.
Ama sentir o cheiro de livro novo e poder tocá-lo, mas não dispensa o seu Kindle.
Quer ter o máximo de contato possível com os seus leitores, assim saberá o que eles estão pensando e o que pode ser feito para melhorar sempre.
     A sua parceria comigo foi me enviando alguns capítulos desse seu primeiro livro para que eu pudesse criar um texto de "Pequenas Impressões".



[Primeiras Impressões] Castelo da Lara - Diário de Uma Princesa em Crise

    Chick Lit é um moderno gênero literário que trata questões das mulheres contemporâneas, geralmente com romances leves e divertidos. Esse é o caso do livro Castelo de Lara - Diário de Uma Princesa em Crise cujos primeiros capítulos recebi gentilmente da autora Juliana Bicalho.    
    Contado em primeira pessoa, o romance é narrado por Lara, uma jovem princesa de 21 anos que aborda temas típicos de uma mulher iniciando a fase adulta, como a relação com a familia, casamento, liberdade, entre outras coisas.
     Nos primeiros capítulos somos apresentados a algumas tramas que, provavelmente, irão permear todo o livro, como a pressão da mãe de Lara para que ela se case a fim de dar uma satisfação para a sociedade, sua relação conturbada com uma tia que está hospitalizada, um admirador secreto e a dificuldade em viver sem ser reconhecida nas ruas. Essa última questão, por sinal, pode ser considerada uma metáfora para muitas jovens de hoje em dia, principalmente cantoras e atrizes teen, que também devem possuir a mesma dificuldade de transitar sem estar sendo seguida por um paparazzo. 
       O universo do livro é interessante, pois consiste em um reino governado por 3 reis que, segundo palavras da própria autora, cria uma espécie de Guerra dos Tronos. 
        Enfim, posso dizer que as minhas primeiras impressões foram boas e me deixaram bastante curioso com relação aos pontos abordados: Por que a tia de Lara entrou em coma ? Quem é seu admirador secreto ? Como será a festa que a mãe de Lara vai preparar para lhe arrumar um pretendente ? Como Lara conseguirá lidar com a fama de princesa ?
         É um romance tipicamente Chick Lit, bem agradável e de fácil leitura. O livro físico está em pré-venda até o dia 28/06 no site https://www.julianabicalho.com/. E o e-book está em pré-venda na Amazon até o dia 28/07.



quinta-feira, 25 de maio de 2017

[Crônica] Wine Run - Uma Aventura nos Pampas

    Nesse último final de semana fui pela primeira vez para a Serra Gaúcha, mais precisamente para a cidade de Bento Gonçalves. No final do século XIX, o Império brasileiro resolveu "europeizar" a população dessa região e milhares de imigrantes, em sua maioria italianos, acabaram povoando essa região. Devido a isso, Bento Gonçalves ficou conhecida como a terra dos vinhos devido a imensa facilidade do cultivo de uvas.
    Por lá podemos fazer vários passeios, incluindo a visitação das famosas vinícolas. Por minha vez, fiz o tradicional passeio do trem Maria Fumaça que percorre as cidades de Carlos Barbosa, Garibaldi e termina em Bento Gonçalves. Um passeio com muita música italiana, shows e várias degustações de vinho e espumante. Não é difícil terminar esse passeio "trocando as pernas". Posso afirmar que vale a pena.
     Mas não foi só para passear que fui para lá. Tinha uma missão especial: participar de uma tradicional meia maratona de montanha chamada Wine Run. Uma desafiante corrida de 21 km que percorre o conhecido Vale dos Vinhedos indo de uma vinícola a outra.
     Já na entrega dos kits tivemos uma prévia do que seria o evento. Tivemos direito a degustar espumantes (como se bebe nesse lugar!) e a reservar um delicioso jantar de massas.

 
    No dia da prova, acordei cedo e fui com os meus colegas de equipe pegar um ônibus que nos levaria do Centro até a largada, em uma vinícola. O frio era grande, algo em torno de 10°, e fui com uma camisa térmica por baixo da minha camisa de corrida. Ficamos esperando, e quase congelando, até às 9:00 quando foi dada a largada e partimos para desbravar aquele lugar lindo. No caminho encontrei com vários amigos e passamos por paisagens cinematográficas. Era facilmente reconhecido pelos corredores locais que ao me verem todo "enfatiodado" gritavam "Vai Carioca". E também foi fácil reconhecer os atletas sulistas. Acreditem, nesse frio todo cheguei a ver um participante correndo sem camisa. Nem acreditei quando vi essa cena.  Passei por terrenos com lama, paralelepípedo, terra batida e até um pouco de asfalto.



    Foi uma corrida literalmente "doída" com a tremenda quantidade de subidas, algumas bem íngremes. Minhas panturrilhas estão "gritando" até agora! Apesar disso, a Organização foi impecável, com muita hidratação durante o percurso e boa sinalização dos staffs. Seu eu soubesse disso não teria ido com uma mochila de hidratação que me transformou em quase um super-herói maratonista para os outros participantes. Correndo com tanta água assim nem precisei utilizar o que era dado nos pontos de hidratação. Ao final chegamos em outra vinícola onde pudemos encontrar outros amigos, tirar fotos com todos, receber nossa merecidíssima medalha e saborear mais espumante. Definitivamente, como se bebe nessa terra ! Mas eu entendo. Não tem jeito melhor de espantar o frio que se faz por lá.
Também fiz um vídeo com alguns dos meus momentos nessa prova. É só clicar AQUI.




terça-feira, 9 de maio de 2017

[Crônica] Dia das Mães

    Reza a lenda que o Dia das Mães foi criado como forma de incentivar as vendas do comércio em uma época de baixa procura. Posso até acreditar nisso, mas não consigo enxergar esse dia apenas pelo lado comercial. Acho que o Dias das Mães também tem um lado afetivo, nos fazendo lembrar que nossa mãe deve ser homenageada e tratada com carinho sempre, não só nessa data. Obviamente, a figura materna, para a maioria das pessoas, sempre é lembrada de uma forma terna e afetuosa. Nesse dia, restaurantes ficam lotados e, realmente, o comércio vende bastante. Mas será que só devemos tratar a nossa mãe com carinho nessa data ? Claro que não. E não precisamos morar com ela para isso. Muitas vezes, uma simples ligação telefônica já a faz feliz, só pelo fato de ter sido lembrada. Acredito que o dever dos filhos é se preocupar com os pais na velhice deles mesmo que, por motivos de força maior, eles não possam conviver diariamente. Desejo a todos que ainda possuem mãe viva que aproveitem bastante, não só essa data, como todo o tempo que possam conviver e cuidar dela com o mesmo carinho e atenção que foram cuidados na infância de vocês. Mãe e filho simbolizam a maior relação de amor do Universo.




sábado, 6 de maio de 2017

[Crônica] Smart Run 2017 - Chegou a Minha Vez

    Já faz, aproximadamente, uns 4 anos que frequento a academia Smart Fit em uma das suas unidades de Copacabana, no Rio de Janeiro. Até meados do ano passado, eu ia lá para fazer apenas musculação, uma atividade complementar necessária para que eu conseguisse praticar bem meu esporte, a corrida de rua.  A Smart Fit é uma rede de academias que está presente em todo o território nacional e organiza um evento chamado Smart Run geralmente duas vezes ao ano. Esse evento é, basicamente, uma corrida indoor realizada nas esteiras ergométricas e as regras são muito simples. Consiste basicamente em ficar correndo por 20 minutos e ao final. após várias baterias com 5 corredores, os 3 que conseguirem alcançar as maiores distâncias são os vencedores, tanto na categoria masculina quanto na feminina. Os campeões de cada unidade, além de receberem uma medalha de ouro e um certificado, também ganham como prêmio a isenção de mensalidade por um mês.
    No ano passado a Unidade que frequento realizou o evento apenas no mês de abril. E eu estava lá, pisando pela primeira vez nas esteira da academia. Na época só treinava corrida ao ar livre. E já tinha sido uma experiência incrível. Além de ser a primeira vez em que corria ali, eu também estava com uma contusão muito chata no músculo posterior da perna esquerda. E mesmo assim, consegui ficar em segundo lugar geral na competição, fazendo o total de 4,47 km nos 20 minutos da minha bateria. Após isso, resolvi continuar fazendo vários treinos nas esteiras de lá e, por volta de fevereiro, eu já começava a pensar na disputa de 2017.
     Quando chegou o dia da disputa desse ano, no dia 27/04, eu estava bastante confiante. Me sentia muito preparado e sabia que tinha condição de ficar entre os 3 primeiros novamente. Também sabia que era perfeitamente possível fazer uma distância maior que os 4, 47 km do ano anterior. Escolhi, estrategicamente, participar da primeira bateria. O horário de largada dela seria às 7:30 da manhã e a minha estratégia era apenas que eu estaria com meu corpo descansado nesse horário, podendo ter um desempenho melhor do que participando das baterias noturnas. Também escolhi o meu tênis com melhor amortecimento e diferente dos tênis que costumo treinar nas esteiras. Tudo foi pensado em detalhes por mim. A competição seria sem inclinação na esteira e, nos últimos meses, eu estava treinando somente com inclinações elevadas, justamente para que no dia da prova as velocidades mais altas ficassem fáceis de correr.
    Já no aquecimento de 5 minutos antes da disputa, aproveitei para colocar em prática outra estratégia. Coloquei a esteira na inclinação máxima e fiquei apenas caminhando. Quando começou a corrida consegui correr a 16 km/h por uns 4 minutos e só depois resolvi reduzir para 14 km/h cumprindo mais de 3 km em um ritmo ótimo. Após reduzir para 12 km/h durante um minuto para respirar, voltei para os 16 km/h. Ao final, fiz a distância de 4,79 km, superando em muito a minha marca anterior. Fui para casa confiante que estaria no pódio.
    Alguns dias depois recebi uma maravilhosa notícia: eu fui o campeão daquela edição da Unidade. Isso além de me deixar muito feliz, serviu para me comprovar que estava vivendo o meu melhor ano como corredor, pois em março ganhei outra medalha de ouro em uma corrida na areia. E também serve para comprovar o que sempre falo para os meus seguidores. O segredo das conquistas são 3 coisas:
1) Acreditar que é possível;
2) Trabalhar ou treinar muito para o objetivo;
3) Não se abater com as dificuldades do caminho.





terça-feira, 18 de abril de 2017

[Resenha] Contra Todas As Probabilidades


    Quando a autora Renata Correa me enviou seu livro, ele veio com uma linda dedicatória que dizia, entre outras coisas, que esse era um "romance romântico". E também dizia que ela não tinha certeza se leitores homens gostavam desse estilo de livro. Pois, para mim, livro é como música. Topo ler qualquer estilo, contanto que me agrade. Costumo dizer que uma boa leitura é como tocar um instrumento musical. Quando você se dá conta, já se passaram horas e você ainda está ali se deliciando com as palavras do livro ou com as notas da canção. E por que estou falando tanto assim de música ? Porque esse é o pano de fundo do livro Contra Todas As Probabilidades, uma obra repleta de referências musicais nacionais e internacionais e que conta a improvável estória de amor entre Ana, uma jovem decoradora solitária e sonhadora, e Marcus, o mais novo ídolo musical do momento, vocalista de uma banda pop que acaba de vencer um reality show. Um livro que fala de encontros, desencontros, sensualidade e muito amor. É nítido o carinho com que Renata trata os protagonistas. Eu a conheço pouco mas me arrisco a dizer que Renata e Ana tem muitas coisas em comum, sendo uma o "alter ego" da outra. O livro possui algumas curiosidades interessantes como, por exemplo, o fato de Renata, em nenhum momento, citar o nome da cidade onde Ana reside. Isso faz com que Ana se transforme num símbolo nacional de mulheres românticas, sem se prender a sotaques ou costumes de um único Estado ou região. Outra curiosidade é que o livro é narrado em primeira pessoa pela Ana. Entretanto, em alguns capítulos, Marcus também assume esse papel de narrador. Também é nítido que Renata se inspirou no ex-vocalista da banda Malta, Bruno Boncini, para compor o personagem Marcus. Podemos ver muitas características físicas, como até o tom da voz, semelhantes entre eles. É um livro cativante, de leitura gostosa e com um final que nos faz lembrar o filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, mostrando que a essência do verdadeiro amor está eternamente guardada dentro do coração.

Versão dessa resenha no Youtube: clique AQUI

Esse livro poderá ser comprado AQUI.



domingo, 9 de abril de 2017

[Crônica] Rio City Half Marathon

    Hoje foi dia de participar da minha terceira meia maratona. Confesso que a minha expectativa era grande para essa corrida pois nesse ano tive uma evolução grande na minha performance devido aos treinos que venho fazendo desde a primeira semana do ano. A ansiedade em participar dessa prova era tão grande que nem conseguir dormir essa noite só esperando o momento de levantar da cama e partir para o Recreio dos Bandeirantes, local onde seria a largada. Isso é só um pequeno detalhe das loucuras da vida de um corredor. Eu, por exemplo, levantei da cama às 4:50 em pleno domingo para tomar café e depois sair às 5:50. É ou não é loucura ? Mas uma loucura saudável, pois nessa hora que eu estou saindo para praticar esporte, encontro vários jovens que estão chegando em casa da noitada anterior.
    O percurso da corrida seria de 21  km, e como falei anteriormente, eu iria percorrer a orla que sai de uma parte do Recreio, passando por toda a Barra da Tijuca e, finalmente, chegando a São Conrado. Quem conhece o Rio de Janeiro sabe que estou falando de paisagens verdadeiramente paradisíacas.


   A previsão do tempo era que o dia ficaria nublado e sujeito a chuvas. Mas não foi isso que São Pedro reservou para os corredores. O dia estava ensolarado e abafado, um verdadeiro "veranico". A largada da prova seria realizada em várias etapas dividindo os competidores em pelotões que sairiam de 10 em 10 minutos. O pelotão de elite largou pontualmente às 7:00 e o meu seria o próximo, isto é, às 7:10. Só que cheguei em cima da hora, às 7:00 e, devido as questões de necessidades fisiológicas urgentes, tive que encarar uma fila grande para usar o banheiro químico. Isso é outro perrengue que os corredores passam. Nossa vida não é fácil não. Com isso acabei largando no pelotão das 7:20. Com relação a corrida, foi uma surpresa muito agradável o meu desempenho, pois consegui ir do início ao fim sem nenhum sofrimento e no final ainda consegui dar um sprint. E tudo isso com um ritmo mais forte do que nas duas meias que eu tinha feito anteriormente. Terminei fazendo 7 minutos a menos do que a minha última meia maratona e com a nítida sensacional que ainda tinha perna para correr mais alguns quilômetros. Essa foi mais uma prova que a minha performance nesse ano estava realmente evoluindo. Para completar com chave de ouro, na chegada encontrei vários amigos e conhecidos como a minha querida maratonista Cristiane Braga e o pessoal da equipe pela qual me inscrevi para participar dessa prova, a Pé Carioca. Enfim, foi um domingo muito agradável e divertido que eu espero que aconteça novamente várias vezes.



domingo, 2 de abril de 2017

[Crônica] The Voice Kids e Valentina Francisco

    Final de reality show é sempre polêmico. Eu até concordo que, assim como no futebol, ninguém chega à toa em uma decisão. Mas no caso de um reality show de música, acho que a questão é um pouco mais complicada, pois envolve torcida, gosto musical, entre outras coisas.
    Vejamos, por exemplo, o que aconteceu hoje na final do The Voice Kids, um reality show para cantores de até 15 anos de idade transmitido pela Rede Globo. Eu acompanhei as primeiras etapas, aquelas que as cadeiras viram, e percebi logo de cara que havia uma menina de 11 anos que era diferenciada. Ao chegar no palco, tenho certeza que todos deveriam pensar que ela cantaria algum tema bem infantil devido a candura que a menina demonstrava ter. Mas, ao abrir a boca e soltar a voz, parecia que a pequena estava recebendo alguma entidade roqueira, devido a apresentação espetacular que ela fez para uma música do Led Zeppelin. O nome dela é Valentina Francisco e, como sou espírita kardecista e acredito em reencarnação, não me surpreenderia se algum médium me dissesse que, na verdade, essa menininha seria a própria Janis Joplin voltando para o nosso convívio. Pois bem, vários episódios se foram e acabei perdendo muita coisa devido ao horário que o programa passava, algo em torno de 13:00. Nesse horário eu geralmente estava fazendo meus treinos longões de corrida pela orla ou então almoçando fora de casa com a família. Em suma, só voltei a ver o programa na semi-final e hoje na final. E, para minha surpresa, quem ainda estava lá: a menina Valentina Francisco.


    Hoje na decisão ela enfrentou dois meninos: Juan Carlos Poca e o campeão do Fofurômetro, o menininho Thomas Machado. E é aí que entre a questão que eu gostaria de colocar nessa crônica. No momento que se deixa a decisão do campeão apenas para a votação popular, acho que muitas coisas são levadas em conta além da capacidade artística do candidato. Critérios como: fofura, condições financeiras dos pais, local onde vive, etc. Tudo isso acaba fazendo com que o reality show de música acabe se transformando em um Big Brother. Até acho que deveria ter votação popular, mas o resultado dessa eleição deveria contar apenas como mais um voto, juntando com votos de um júri entendedor de música. Enfim, o resultado é que a minha candidata favorita, a Valentina Francisco, acabou perdendo para o Thomas "Fofucho" Machado. Mas podem ter certeza que, se um dia eu tiver que escolher o show de um dos três para assistir, com certeza será para ela que pagarei meu ingresso.





[Resenha] Não Quero Perder Você

    Vamos falar agora do livro Não Quero Perder Você, do autor Sérgio Fragoso, que gentilmente me enviou um exemplar para que eu pudesse fazer uma resenha sobre o mesmo. Em estilo de folhetim, o autor usa, sem abusar, de inúmeros clichês dramáticos. Confesso que quando comecei a lê-lo fiquei com vontade de não parar mais, tamanha a clareza e o fascínio que o autor imprimiu nessa estória.        
    Esse livro é a sequência do livro Onde Está Você, Meu Amor ?. Entretanto, Sérgio fala, com muito propriedade, que não é necessário lê-lo antes para compreender toda a trama desse segundo livro. E ele está completamente certo, pois não necessitei de nenhuma informação relevante da estória anterior para entender todos os fatos que li.
    Ambientado nos Estados Unidos, esse livro se inicia com John e Louise extremamente felizes e casados após terem vivido um tórrido início de relacionamento na obra anterior onde ela era prostituta e ele um dos seus clientes, que acaba se apaixonando. Esse belo amor se transforma, nessa continuação, em um grande drama com a descoberta de uma inesperada doença de Louise. E essa fatalidade nos faz sofrer e torcer por eles continuamente. Aqui percebemos que o amor está além de preconceitos e que ressentimentos surgidos com outras pessoas na estória anterior podem se transformar de forma inesperada em belas demonstrações de compaixão. Tramas paralelos envolvendo a irmã de Louise e um ex-amigo de John são contadas de forma leve e extremamente carinhosa por Sérgio,  nos envolvendo de forma cativante em todo ambiente criado por ele.
    Resumindo, se você quiser ler uma bela estória de amor e perdão, essa é a minha recomendação.



sábado, 1 de abril de 2017

[Crônica] Rock in Rio 2017

    Em setembro desse ano teremos mais uma edição do Rock in Rio. Fiz questão de destacar o "in Rio" porque já tivemos Rock in Rio em Lisboa e também nos Estados Unidos. Mas agora será mais uma edição verdadeiramente carioca. Sinceramente, depois de tantas edições, não lembro qual é o número dessa. O que eu me lembro é que em 1991 (estou entregando a minha idade) fui na segunda edição desse festival. Essa edição foi a única realizada no estádio Mário Filho, mundialmente conhecido como Maracanã. Fui em apenas uma única noite para assistir o show de uma banda chamada Information Society, que eu gostava na época. Confesso que não sou muito afeito a multidões e essa foi uma das minhas poucas experiências em shows ao ar livre. Apesar de não ter ido a nenhuma dessas últimas edições realizadas na Barra da Tijuca, posso ver pela TV que a estrutura montada para o evento é suntuosa, com diversos palcos, lugares temáticos e atrações como roda-gigante e tirolesa.
   
    Mas o que eu realmente gostaria de falar nessa crônica não é sobre o festival em si, mas sobre o estilo musical que deu origem a essa marca Rock in Rio. Não sou um especialista em música, longe disso. Costumo dizer que, em matéria de música, sou eclético, isto é, escuto de tudo (Rock, Samba, Música Clássica, Sertanejo, Heavy Metal, etc.). E, independente do estilo, se a música for agradável ao meu ouvido, com certeza vou querer escutá-la novamente. Voltando ao assunto, resolvi escrever essa crônica para falar exclusivamente de Rock. Esse estilo que nos anos 80, quando foi criado esse festival, era dominante e fazia um sucesso enorme. Hoje em dia, fica nítida a decadência do Rock em detrimento do poder comercial de outros tipos de música como o Hip Hop, Funk Melody, Sertanejo Universitário, entre outros. É triste ver que não existe uma renovação musical roqueira e que as maiores atrações do Rock in Rio 2017 são bandas que já existem há, pelo menos, uns 30 anos. É o caso do Guns and Roses, Bon Jovi, The Who e outras mais. Tenho certeza que os "velhinhos" darão conta do recado. Mas quando teremos outras atrações desse nível nascendo para mexer com as estruturas do bom e velho Rock and Roll ?




 


[Novo Parceiro] Lucas Chagas

    Natural de Recife, Lucas Chagas se formou em engenharia agrícola e ambiental pela UFRPE. Sempre teve gosto pela leitura e já na terceira série do ensino fundamental ganhou um prêmio de melhor frase com o tema “natureza”. Seu conto intitulado “O Gatilho” foi contemplado no 4.º Concurso de Contos e Poesias da UFRPE, e esse livro será publicado em breve. Ele também é autor do romance A Ideia, sendo que foi através desse livro que uma parceria foi feita comigo. Lucas me enviou esse seu livro e recebeu minha obra A Melhor Corrida do Mundo



quinta-feira, 30 de março de 2017

[Nova Parceira] Renata Correa

    Renata Correa mora em Uberlândia (MG). É médica oftalmologista por formação e uma apaixonada pela escrita, pelas estórias de amor e, principalmente, pelos finais felizes.
Uma romântica incorrigível, possui o blog renatacorreaescritora.blogspot.com.br.

    É autora de 4 romances (alguns inéditos), sendo que sua obra de estréia é o livro Contra Todas As Probabilidades. E é através dessa obra que realizei uma parceria com ela, na qual farei, em breve, uma resenha desse livro e ela fará outra do meu livro A Melhor Corrida do Mundo.

    Renata, é uma honra ter você como parceira do meu blog.



terça-feira, 28 de março de 2017

[Novo Parceiro] Sérgio Fragoso

    Sérgio Fragoso é graduado em Administração, trabalha na Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat, atua na Biblioteca do Campus desde o ano de 2005. Primeiramente publicou alguns livros de informatica básica e decidiu começar a escrever romances publicando o seu primeiro livro “Onde esta você, meu amor” no ano de 2015 e na sequencia "Não quero perder você,” e “Quando eu te conheci”. Vive no Brasil com esposa e um casal de filhos. Tive o prazer de realizar uma parceria com ele. Sérgio comprou meu livro "A Melhor Corrida do Mundo" e eu comprei sua obra "Não Quero Perder Você". Combinamos que ambos iríamos fazer uma resenha da obra do outro nos nossos respectivos blogs e também na rede social Skoob.




[Nova Parceira] Amanda Caldas

    Amanda Caldas é blogueira, música e aspirante a jornalista. Seu blog Fonte Literária divulgou minha obra A Melhor Corrida do Mundo e me colocou sendo um dos autores parceiros dele. Amanda é formada em Auxiliar de Produção Gráfica, possui 16 anos e é apaixonada por livros. É uma honra para mim ter como ela como uma das minhas primeiras incentivadoras.


sábado, 25 de março de 2017

[Resenha] 827,16 KM - O Tamanho de Um Sonho

    Márcio Villar é um ultramaratonista brasileiro conhecido, principalmente, pelos praticantes de corrida de rua por ter realizado façanhas verdadeiramente inacreditáveis. Uma ultramaratona é uma prova para poucos, devido ao percurso ser composto por distâncias enormes com obstáculos grandiosos. Pois o Márcio, além de ter participado de várias, ainda resolveu criar desafios pessoais dobrando e até triplicando essas distâncias. Isso em ambientes inóspitos como o calor de um deserto ou uma nevasca muito abaixo de 0° C. Além disso, alguns desses desafios também possuem um caráter filantrópico ajudando várias instituições como o Inca e o hospital Pró-Cardíaco. Por tudo isso, posso dizer que tenho orgulho em conhecer pessoalmente esse cara que, se não fosse brasileiro, com certeza já seria muito famoso e milionário. Também tenho a honra de ter meu livro A Melhor Corrida do Mundo sendo vendido na loja dele, no Shopping Barra Square.


    Foi então que o Márcio resolveu contar essa estórias para o mundo inteiro através do seu primeiro livro Desafiando Limites. No entanto, em junho de 2015 ele realizou a sua maior conquista. Ele bateu o recorde mundial de corrida em esteira fazendo, nada mais nada menos, do que 827,16 km em apenas 7 dias. Essa marca fez com que ele entrasse para o Guinness Book, E é essa estória que está sendo contada no seu segundo livro: 827,16 km - O Tamanho de Um Sonho.

    Nessa obra, temos acesso a tudo o que se passou durante esses 7 dias. Foram momentos de dores físicas e superação psicológica misturadas com momentos de alegria proporcionados por pessoas que compartilharam a realização desse sonho com ele. Infelizmente não tive o prazer de presenciar esse momento histórico mas vários amigos e conhecidos meus tiveram. O livro também narra flashbacks contando como Márcio começou a sonhar com esse desafio e como ele chegou até a derradeira semana. Considero uma estória imperdível, digna de um roteiro de filme concorrente ao Oscar.



sexta-feira, 24 de março de 2017

[Crônica] Nunca Desista dos Seus Sonhos

    Há 12 anos atrás comecei a correr devido a recomendações médicas. Recomendações que soaram quase como ameaças. Meu condicionamento era tão precário que a velocidade máxima na qual eu corria nos meus primeiros treinos, onde eu ficava "esbaforido", hoje eu uso apenas para aquecer. Enfim, se naquela época algum viajante do futuro viesse me falar que dali a 12 anos eu seria um organizador de corrida, que já teria feito mais de uma meia maratona, escrever um livro e que eu iria ganhar uma medalha de ouro por ficar em primeiro lugar na minha faixa etária em uma corrida na areia fofa, com certeza eu iria rir da cara dele. Essas coisas para mim eram inimagináveis e nem posso dizer que eu sonhava com isso, pois jamais pensava ser possível para mim conseguir tais façanhas. Pois o destino se encarregou de me mostrar que, quando a gente quer mudar de vida e acredita fielmente no que está fazendo, os resultados surgem espontaneamente. É como diz aquela famosa frase do livro O Alquimista: "Quando você quer muito uma coisa, o Universo conspira a favor disso". Hoje eu organizo um evento de corrida que existe há 10 anos, já fiz 2 meia maratonas, acabo de publicar meu primeiro livro e, no dia 20/03/2017 recebi da Organização da corrida do Rei e Rainha do Mar a medalha de ouro de primeiro lugar na minha faixa etária. Isso aconteceu devido a uma atualização feita por eles nos resultados das provas daquele dia. Eu já estava contente em ter ficado em segundo lugar, mas essa medalha de ouro vai ficar guardada para sempre na minha memória. Se eu pudesse, eu mesmo gostaria de ser aquele viajante do futuro e mostrar para mim mesmo no que eu me transformei.



sábado, 18 de março de 2017

[Resenha] Correr

    Algumas pessoas já sabem que, além de escritor, também sou corredor de rua. Pratico esse esporte desde 2005 e já participei de diversas provas, entre elas algumas corridas de aventura e várias meias-maratonas. Já falei um pouco sobre isso no meu livro A Melhor Corrida do Mundo e também em algumas crônicas no meu blog. E o fato de ser atleta foi um dos motivos que me levou a conhecer o livro Correr, do autor Dráuzio Varella.
    Dráuzio, conhecido por suas aparições no programa Fantástico da Rede Globo, é médico oncologista e autor de várias obras, sendo algumas as famosas e polêmicas Estação Carandiru e CarcereirosEu já sabia que Dráuzio era maratonista, mas minha grande surpresa foi descobrir, através desse livro, que ele se tornou praticante da prova mais tradicional do atletismo a partir (pasmem!) dos 50 anos.
    Nessa obra Dráuzio nos traz, com riqueza de detalhes e excelente humor, um relato de suas participações em maratonas por diversos lugares do mundo. Narra fatos pitorescos acontecidos durante alguns treinos, também em lugares diferentes. Nesses treinos o autor nos apresenta certas reflexões sobre as cidades e também sobre a alma humana. O relato que ele fez sobre sua primeira maratona é verdadeiramente delicioso e divertido.
    Além disso tudo, nessa obra ficamos sabendo um pouco da história desse esporte com sua suposta origem na Grécia Antiga e o famoso episódio do soldado que correu 42 quilômetros para enviar um comunicado sobre a vitória da sua tropa na guerra. Assumindo seu papel de médico, o autor nos fala sobre os benefícios da corrida para nossa saúde e os malefícios que atitudes erradas ao praticá-las podem vir a comprometer uma vida saudável.
    Para quem pratica corrida de rua, como eu, acredito que essa seja uma leitura obrigatória. Mas também poderão apreciar esse livro as pessoas que apenas desejam ter uma vida saudável ou até mesmo estejam curiosas para conhecer esse outro lado do Doutor Dráuzio.