sábado, 29 de julho de 2017

[Resenha] Meu Par Ideal

Há algumas semanas atrás recebi da escritora Bernadete Estanini um exemplar do seu livro Meu Par Ideal. Era mais um “romance romântico” que chegava em minhas mãos para que eu fizesse uma resenha. E isso me deixa muito honrado pela confiança que os autores nacionais estão depositando em mim. Bernadete, por sinal, se mostrou uma pessoa extremamente simpática comigo e espero ter a oportunidade de ler e opinar sobre seus próximos livros. Ela se tornou mais uma amiga que fiz na minha recém-iniciada carreira como escritor.

Em Meu Par Ideal, a escritora segue um roteiro básico para contar uma história de amor: um casal se conhece casualmente originando uma tórrida paixão à primeira vista. Após isso, o relacionamento se aprofunda, as famílias são apresentadas, os ex-namorados de ambos tentam atrapalhar o romance e, finalmente, os dois terminam juntos e felizes.

O casal protagonista se chama Marina Mancini e Augusto Bittencourt. Citei nomes e sobrenomes porque essa é uma das características que percebi na escrita da Bernadete. Ela cita várias vezes os sobrenomes dos protagonistas. Marina é uma pediatra que divide um apartamento com a amiga Paulinha, também da área médica. Augusto é um policial federal autoritário porém romântico, como a própria autora o define ao decorrer do livro. É um casal jovem, bonito e transbordando sensualidade por todos os lados. Não são poucas as cenas onde a tensão sexual é aflorada ao extremo. Entretanto,  Bernadete escreve tudo com muita delicadeza, sem partir para o lado erótico muito menos para o pornográfico. Apenas aguça nossa imaginação.
            
           Vivendo em São Paulo, ela localizou a história na capital paulistana e, com isso, pude observar algumas características locais como as famosas baladas paulistanas, a rivalidade entre a torcida do Palmeiras e do Corinthians citada algumas vezes e também o fato dos protagonistas se chamarem carinhosamente por uma sílaba: Má e Gu. Quando morei em São Paulo alguns anos atrás, percebi que muitas pessoas se tratavam assim entre amigos, principalmente as mulheres. O Parque Ibirapuera e outros locais característicos da cidade também são citados.
           
           Na página de agradecimentos, Bernadete conta que criou a personagem Paulinha em homenagem a uma amiga dela chamada Paula, cujo temperamento é muito parecido com o da personagem do livro. E também conta que seu falecido pai, referido por ela como inspirador, se chamava Antônio. Foi aí que pude perceber a homenagem que ela fez a ele dando esse mesmo nome para o pai da protagonista Marina.

É uma história contada numa linguagem leve e contemporânea, com direito a alguns palavrões colocados na hora certa, sem serem apelativos. Percebi que Bernadete estava muito à vontade durante o processo de criação dessa história e que, como a maioria das escritoras, deve ter colocado muitas características pessoais suas na protagonista. Posso dizer que é um livro que ajuda a despertar nosso lado “Love is in the Air”.

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